domingo, 20 de julho de 2008

SENSORIAMENTO REMOTO

ÍNDICE:

-Sensoriamento Remoto e Cartografia;
-Sensoriamento Remoto e Geografia da População;
-Sensoriamento Remoto e Agronomia (agricultura);
-Sensoriamento Remoto e Climatologia;
-Sensoriamento Remoto e Geopolítica (questão de fronteira);
-Sensoriamento Remoto e Geografia Econômica.


Sensoriamento Remoto no estudo da Cartografia

Poderíamos utilizar as imagens geradas por fotografias aéreas ou de satélites na confecção de mapas físicos, políticos, hidrográficos, etc.com melhor precisão, pois as imagens mostram uma visão oblíqua e, ou vertical o que facilitaria a transformações dos dados em mapas, devido as informações facilitadas contidas nas fotos tiradas de um plano superior, proporcionando melhor visualização das áreas em questão.


Sensoriamento Remoto no estudo da Geografia da População

As imagens geradas por satélites, produzidas por diversos tipos de câmeras; sensor de infra-vermelho, sensor de calor, sensor de emissão gás carbônicos, radar, etc... podem facilitar a visualização de áreas densamente povoadas e vazios populacionais, mostram também as atividades industriais e urbana (carros) devido a diferença de cores que cada câmera mostra determinado fato, que pode variar de emissão de gases pelas chaminés, de canos de descargas de veículos e até mesmo da respiração de seres vivos.
Estas técnicas desenvolvidas visando a guerra fria (EUA x URSS), mais precisamente a espionagem e a contra espionagem (foto aérea e radares), podem nos ajudar a conhecer os pontos de maior atividade humana e de concentração urbana e posteriormente mapeá-los conforme as cores que surgem nas fotos do satélite.


Sensoriamento Remoto no estudo da Agronomia

Os mesmos recursos citados acima podem ajudar no mapeamento e controle de solos férteis e sua profundidade para que possa haver o rodízio de culturas com a finalidade de não esgotar os recursos minerais do solo, evitando assim o desgaste excessivo do mesmo. Já existem câmeras, que de sensores de reconhecimento de determinados elementos químicos ou sais minerais (quantidade de potássio, nitrogênio, etc. e salinidade e quantidade de água), indicam a quantidade exata de nutrientes para tornar o solo mais fértil, aumentando, assim, a fertilidade e a produtividade agrícola da região que utiliza do serviço de imagens por satélites.


Sensoriamento Remoto no estudo da Climatologia

As modernas tecnologias com a finalidade de observar imagens do planeta via satélite em tempo real facilitam o estudo do clima e a sua previsibilidade, fazendo com que os meteorologistas tenham importante ferramenta no auxílio da previsão do tempo e tomadas de decisão em tempo hábil, o que possibilita prever as nuances dos microclimas, até mesmo as mais sutis movimentações das camadas atmosféricas na formação de tempestades até o advento de algo em maior escala como um ciclone, o que auxilia a evitar que grande número de pessoas tornem-se vítimas de determinadas catástrofes naturais.


Sensoriamento Remoto no estudo da Geopolítica

Com a globalização e o vai-vem de pessoas de todas as partes do mundo tem suscitado questões de ordem territoriais, muitas nações têm se envolvido em guerras por causa de uma melhor demarcação de território, neste contexto a utilização de fotografias aéreas e de satélites poderiam muito bem se inserir, devido a visão privilegiada que a altura oferece.

Seria mais fácil delimitar um espaço conhecendo os rios, montanhas, ou outro acidente geográfico que possam servir de marco para separar países em litígio.
Na atualidade também temos como exemplo de Sensoriamento Remoto usado para a Geopolítica, o acidente envolvendo um avião caça da força aérea chinesa com um avião americano, que possivelmente espionava bases militares chinesas com o intuito de obter uma vantagem através do conhecimento das defesas de um possível inimigo futuro (mesmo que apenas ideológico), usando, assim, fotos aéreas para questões de política internacional.


Sensoriamento Remoto no estudo da Economia

Ao observarmos uma foto tirada de um satélite, utilizando câmeras sensíveis a emissão de gás carbônicos ou infra-vermelha, poderíamos ver claramente as diferentes colorações que indicam locais de maior ou menor aglomeração humana, maior ou menor atividades industriais, portuárias, etc. sendo assim fica muito fácil notar as atividades econômicas e comerciais da região em questão, por exemplo se tirarmos uma foto de Roterdã, na Holanda, notaríamos de imediato que há ali importante porto, por receber mercadorias de vias marítimas e fluviais, através de embarcações modernas, com grande emissão de gás carbônico o que teria uma determinada cor na foto. Através das fotos de satélite também seria possível o conhecimento das riquezas minerais do subsolo que um país possa ter, bem como dos seus recursos hídricos, aqüíferos, aeroportos, portos, jazidas de minérios, emissão de gases da atividade pecuária, suas reservas de biodiversidade, urbanização, etc. o que auxiliaria no estudo e na possibilidade de desenvolvimento econômico desse país.


Resumo

Em síntese em todas as áreas de atuação da Geografia seria possível a utilização do Sensoriamento Remoto, vimos aqui apenas a “ponta do iceberg”, pois a utilidade dessa tecnologia é tamanha que poderíamos escrever um compêndio. Como toda tecnologia, o uso do Sensoriamento Remoto; que nasceu para a guerra (como a Ciência Geográfica e muitas outras, como por exemplo, a física que criou a bomba V2, que inspirou as idas a lua e a invenção do ônibus espacial) vem servindo para fins mais nobres evitando, inclusive, lutas por territórios e favorecendo a paz mundial.
É uma pena que essa tecnologia ainda venha a ser usada com fins bastante sórdidos como a espionagem, como as fotos tiradas por aviões americanos, de mísseis soviéticos instalados em Cuba no auge da guerra fria, o filme “Jogos de Guerra”, mostra com bastante clareza essa tecnologia a serviço da espionagem, o que demonstra as duas faces da tecnologia a serviço da evolução do homem na arte de fazer e aprimorar a Geografia.

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