AMÉRICA LATINA – LATRINA DA EUROPA
A América Latina era apenas uma colônia exploratória da Europa (metrópole), o objetivo principal dos europeus era retirar o que a colônia oferecia de valioso desde produtos da flora e da fauna até os minerais e minérios que vieram ser descobertos e dissecados até o esgotamento quase total. A introdução de produtos de valor no mercado europeu vinha das plantations: algodão, cana-de-açúcar, tabaco, frutas, etc. O uso da mão-de-obra era no começo nativa e depois predominantemente escrava provinda da África em alguns países e em outros devido a altitude continuando com a servidão dos nativos.
Portugueses e espanhóis competiam para retirar o que mais pudessem das terras coloniais usando os recursos até a quase exaustão.
Esse comportamento deletério ficou conhecido como incentive trap (armadilha do incentivo), onde o individualismo e a ação predatória foram regra e não exceção.
Esse modo de conduzir a colônia parecia ser vantajoso a curto prazo, porém a longo prazo todos sairiam perdendo.
Até hoje o incentive trap faz parte do cotidiano dos países do Conesul, através de costumes individualistas como jogar papel no chão, urinar em locais públicos, danificar o meio ambiente, poluir recursos hídricos, roubar água e luz (gato), sonegar impostos, corrupção, etc.
Tudo sobre tudo e algo mais: Indicando a direção dos ventos do mundo! Um pouco de cada assunto de interesse. Cidade e Urbanização, Ecologia e Meio Ambiente, População e Demografia, Geoeconomia e Geopolítica, Etc.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
As Dívidas do Conesul
Dívida Externa uma Visão do Inferno na Terra
A dívida externa dos países do Conesul chegou ao seu ápice na década de 1990, esses dados são em bilhões de dólares norte-americanos.
País: décadas de 1970,1980 e 1990
Brasil
1970: 5.128
1980: 71.012
1990: 132.000
Argentina
1970: 5.171
1980: 27.157
1990: 70.050
Chile
1970: 2.568
1980: 12.081
1990: 17.204
Fonte: adaptação de Banco Mundial, Relatório Sobre o Desenvolvimento Mundial, 1994.
A dívida externa dos países do Conesul chegou ao seu ápice na década de 1990, esses dados são em bilhões de dólares norte-americanos.
País: décadas de 1970,1980 e 1990
Brasil
1970: 5.128
1980: 71.012
1990: 132.000
Argentina
1970: 5.171
1980: 27.157
1990: 70.050
Chile
1970: 2.568
1980: 12.081
1990: 17.204
Fonte: adaptação de Banco Mundial, Relatório Sobre o Desenvolvimento Mundial, 1994.
Conesul: Países em Desenvolvimento
Princípios do Desenvolvimento em Cheque
A principal base para o desenvolvimento de um país são as obras de infra-estrutura: indústrias de base, estradas, portos, aeroportos, hidrovias, energia elétrica, água e esgoto, etc. sem isso um país não se alavancaria, e é justamente por não terem feito esse dever de casa que os países do Conesul sofrem hoje em dia. De todos os países do Conesul, o Chile é o que menos demonstra essas carências.
Contando com uma rede ferroviária plena e abrangente, com cerca de 34 mil quilômetros de extensão, a Argentina foi o primeiro país da região a se desenvolver, isso ainda em meados da década de 1930, com base na exportação de produtos agro-pecuários com algum valor agregado.
A Argentina nas décadas de 1940 e 1960 chegou a ser considerada um país de primeiro mundo, devido ao seu grau de industrialização baseado na industria de curtume e produtos da pecuária, além do nível de educação e saúde comparável aos países do welfare state.
Nas décadas de 1970 e 1980, a mesma Argentina passou a ser um dos países que menos se adaptaram à mudança no padrão industrial e desenvolvimentista e conheceu uma decadência sem precedentes em sua história. Nas décadas de 1990 e no inicio do século XXI, a Argentina praticamente colapsou graças aos reveses econômicos provocados pela política de indexação da sua moeda ao dólar americano. Todas as suas regiões macroeconômicas colapsaram: Chaco, Patagônia, Andina e Pampa.
Na década de 1970 houve o aumento da taxa de juros internacional devido ao aumento no preço do petróleo induzido pelos países da OPEP, além disso, a queda drástica nos preços dos produtos do agro-busines, o que afetou no âmago os países do Conesul.
Obras inacabadas e desperdício de recursos financeiros aumentaram ainda mais a dívida externa destes países (a maioria já devia a Inglaterra e outros desde o período colonial).
Estes fatos dificultaram e até hoje dificultam o desenvolvimento destas nações.
A principal base para o desenvolvimento de um país são as obras de infra-estrutura: indústrias de base, estradas, portos, aeroportos, hidrovias, energia elétrica, água e esgoto, etc. sem isso um país não se alavancaria, e é justamente por não terem feito esse dever de casa que os países do Conesul sofrem hoje em dia. De todos os países do Conesul, o Chile é o que menos demonstra essas carências.
Contando com uma rede ferroviária plena e abrangente, com cerca de 34 mil quilômetros de extensão, a Argentina foi o primeiro país da região a se desenvolver, isso ainda em meados da década de 1930, com base na exportação de produtos agro-pecuários com algum valor agregado.
A Argentina nas décadas de 1940 e 1960 chegou a ser considerada um país de primeiro mundo, devido ao seu grau de industrialização baseado na industria de curtume e produtos da pecuária, além do nível de educação e saúde comparável aos países do welfare state.
Nas décadas de 1970 e 1980, a mesma Argentina passou a ser um dos países que menos se adaptaram à mudança no padrão industrial e desenvolvimentista e conheceu uma decadência sem precedentes em sua história. Nas décadas de 1990 e no inicio do século XXI, a Argentina praticamente colapsou graças aos reveses econômicos provocados pela política de indexação da sua moeda ao dólar americano. Todas as suas regiões macroeconômicas colapsaram: Chaco, Patagônia, Andina e Pampa.
Na década de 1970 houve o aumento da taxa de juros internacional devido ao aumento no preço do petróleo induzido pelos países da OPEP, além disso, a queda drástica nos preços dos produtos do agro-busines, o que afetou no âmago os países do Conesul.
Obras inacabadas e desperdício de recursos financeiros aumentaram ainda mais a dívida externa destes países (a maioria já devia a Inglaterra e outros desde o período colonial).
Estes fatos dificultaram e até hoje dificultam o desenvolvimento destas nações.
Características Econômicas do Mercosul/Conesul 2
A ECONOMIA
Os países do Conesul são bastante díspares, alguns com alto grau de industrialização e outros baseando suas economias em produtos agrícolas ou agropecuários.
• Chile: Cobre responsável por cerca de 40 % das exportações, equivale a quase 25 % do cobre exportado no mundo;
• Uruguai: o turismo é muito forte e bem desenvolvido, existem praias espetaculares e cassinos são liberados, nos pampas uruguaios a indústria criatória é de boa qualidade com bovinos e ovinos numa continuação do pampa argentino, não há imposto de renda para o cidadão uruguaio, o estado sobrevive de impostos indiretos e especulação, o que basicamente significa que o país é um paraíso fiscal. Todas as atividades uruguaias sofreram grande baque durante a ditadura militar de 1972 até 1985;
• Paraguai e Bolívia: são praticamente exportadores de produtos agrícolas e de drogas ilegais (cocaína e maconha), dependentes de outros países, uma vez que não possuem saída marítima;
• Brasil e Argentina: ambos em nível de industrialização parecido com os países de primeiro mundo, porém baseados em indústrias atrasadas, mas levando vantagem quando o assunto é indústria aeronáutica. Setores do agro-businness comparado aos dos países centrais do capitalismo, sendo que em alguns setores o Brasil e a Argentina conseguem melhor produção com menos dinheiro e inventam a própria técnica ou tecnologia.
Os países do Conesul são bastante díspares, alguns com alto grau de industrialização e outros baseando suas economias em produtos agrícolas ou agropecuários.
• Chile: Cobre responsável por cerca de 40 % das exportações, equivale a quase 25 % do cobre exportado no mundo;
• Uruguai: o turismo é muito forte e bem desenvolvido, existem praias espetaculares e cassinos são liberados, nos pampas uruguaios a indústria criatória é de boa qualidade com bovinos e ovinos numa continuação do pampa argentino, não há imposto de renda para o cidadão uruguaio, o estado sobrevive de impostos indiretos e especulação, o que basicamente significa que o país é um paraíso fiscal. Todas as atividades uruguaias sofreram grande baque durante a ditadura militar de 1972 até 1985;
• Paraguai e Bolívia: são praticamente exportadores de produtos agrícolas e de drogas ilegais (cocaína e maconha), dependentes de outros países, uma vez que não possuem saída marítima;
• Brasil e Argentina: ambos em nível de industrialização parecido com os países de primeiro mundo, porém baseados em indústrias atrasadas, mas levando vantagem quando o assunto é indústria aeronáutica. Setores do agro-businness comparado aos dos países centrais do capitalismo, sendo que em alguns setores o Brasil e a Argentina conseguem melhor produção com menos dinheiro e inventam a própria técnica ou tecnologia.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
NOVA DIT: MERCOSUL/CONESUL PAÍSES EXPORTADORES DE COMMODITIES
A NOVA DIT: MERCOSUL/CONESUL PAÍSES EXPORTADORES DE COMMODITIES
A nova divisão internacional do trabalho pouco se alterou em relação ao que ocorria entra a colônia e a metrópole da época colonial, a saber: os países anteriormente colônias continuaram com a dependência financeira e cultural em relação à matriarca e hoje em dia a dependência é em relação aos órgãos internacionais de crédito e à países centrais da economia capitalista globalizada.
• Exportação de matérias primas, produtos da agricultura e pecuária;
• Setor rural pouco desenvolvido e tecnologia pouco desenvolvida;
• Problemas sócio-econômicos estruturais;
• Brasil e Argentina considerados como NICs (News Industrial Country) países recentemente industrializados. Possuem parque industrial diversificado e mercado consumidor, porém indústrias anteriores a década de 1960 são atrasadas e poluentes, o que está em desacordo com os novos parâmetros de desenvolvimento sustentável;
• Divisão internacional do trabalho praticamente inalterada exportação de commodities e importação de produtos com alto nível tecnológico;
• Brasil e Argentina se encontram nas duas vertentes da divisão internacional do trabalho, o que foge da realidade do Conesul de exportador de matéria prima, apesar da Revolução Industrial ter modificado significantemente a relação metrópole colônia muitos dos países anteriormente colonizados continuam com as mesmas idiossincrasias da época colonial, sobrevivendo de plantation e dessa vez com mão-de-obra semi-escrava. Apesar da independência política esses países continuam com a dependência econômica e cultural e acumularam vultuosa dívida externa.
A nova divisão internacional do trabalho pouco se alterou em relação ao que ocorria entra a colônia e a metrópole da época colonial, a saber: os países anteriormente colônias continuaram com a dependência financeira e cultural em relação à matriarca e hoje em dia a dependência é em relação aos órgãos internacionais de crédito e à países centrais da economia capitalista globalizada.
• Exportação de matérias primas, produtos da agricultura e pecuária;
• Setor rural pouco desenvolvido e tecnologia pouco desenvolvida;
• Problemas sócio-econômicos estruturais;
• Brasil e Argentina considerados como NICs (News Industrial Country) países recentemente industrializados. Possuem parque industrial diversificado e mercado consumidor, porém indústrias anteriores a década de 1960 são atrasadas e poluentes, o que está em desacordo com os novos parâmetros de desenvolvimento sustentável;
• Divisão internacional do trabalho praticamente inalterada exportação de commodities e importação de produtos com alto nível tecnológico;
• Brasil e Argentina se encontram nas duas vertentes da divisão internacional do trabalho, o que foge da realidade do Conesul de exportador de matéria prima, apesar da Revolução Industrial ter modificado significantemente a relação metrópole colônia muitos dos países anteriormente colonizados continuam com as mesmas idiossincrasias da época colonial, sobrevivendo de plantation e dessa vez com mão-de-obra semi-escrava. Apesar da independência política esses países continuam com a dependência econômica e cultural e acumularam vultuosa dívida externa.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O CONE SUL: DESILUSÕES POLÍTICAS
Períodos Eleitorais – O Perigo do Populismo
Entra ano, sai ano e a ladainha é sempre a mesma: Quem será o vencedor das eleições e quais serão seus planos para a continuidade dos acordos assinados entre os quatro países membros e os associados? Sabemos do perigo de frentes populistas em todos esses países, algumas são tão reacionárias que causam pânico nos mercados financeiros e acabam por atrapalhar a vida econômica desses países de economia dependente de capital externo, a própria estabilidade conseguida por alguns governos liberais também está sendo posta à prova, por ser atrelada aos altos juros e dependente do capital externo volátil, essa estabilidade não se sustenta por si, o que causa uma certa desconfiança e desesperança de parcela considerável nesses países.
Há ainda os países que pretendem dolarizar sua economia, a princípio pode parecer uma idéia bestial, mas que na verdade não funcionou tão bem assim, algumas ilhotas com poucos habitantes conseguiram ser bem sucedidas com a dolarização, mas para países grandes em extensão territorial, como México, Brasil e Argentina a coisa se complica, também pela estrutura econômica diversificada, o que dificultaria muito a obediência a apenas um Banco Central controlador desta economia de maneira remota. Outro entrave seria a impossibilidade deste governo lançar moedas (o bom da coisa seria o controle da inflação, por não se lançar moeda em circulação), pois somente o Federal Bank pode fabricar notas de dólar, se algum banqueiro ‘chiquito’ sul americano o fizer é sem dúvida crime de falsificação.
Entra ano, sai ano e a ladainha é sempre a mesma: Quem será o vencedor das eleições e quais serão seus planos para a continuidade dos acordos assinados entre os quatro países membros e os associados? Sabemos do perigo de frentes populistas em todos esses países, algumas são tão reacionárias que causam pânico nos mercados financeiros e acabam por atrapalhar a vida econômica desses países de economia dependente de capital externo, a própria estabilidade conseguida por alguns governos liberais também está sendo posta à prova, por ser atrelada aos altos juros e dependente do capital externo volátil, essa estabilidade não se sustenta por si, o que causa uma certa desconfiança e desesperança de parcela considerável nesses países.
Há ainda os países que pretendem dolarizar sua economia, a princípio pode parecer uma idéia bestial, mas que na verdade não funcionou tão bem assim, algumas ilhotas com poucos habitantes conseguiram ser bem sucedidas com a dolarização, mas para países grandes em extensão territorial, como México, Brasil e Argentina a coisa se complica, também pela estrutura econômica diversificada, o que dificultaria muito a obediência a apenas um Banco Central controlador desta economia de maneira remota. Outro entrave seria a impossibilidade deste governo lançar moedas (o bom da coisa seria o controle da inflação, por não se lançar moeda em circulação), pois somente o Federal Bank pode fabricar notas de dólar, se algum banqueiro ‘chiquito’ sul americano o fizer é sem dúvida crime de falsificação.
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