sexta-feira, 14 de abril de 2017

Ditadura do proletariado, direita no poder, liberalismo ou um novo golpe militar? Faça a sua aposta... (Parte 5)



Nesta última eleição (2016) já tivemos demonstração clara do cansaço do eleitor e de seu desânimo quanto aos rumos da política nacional.

O negócio é relaxar e aceitar a vontade da maioria que vota. Infelizmente é esse o nosso modelo de democracia. Não há nenhum político de direita, centro ou esquerda que nos represente. Por isso voto nulo desde 1986.



Não me considero de direita, centro ou esquerda. Sou só um sobrevivente. Um outsider. Passei pela tal ditadura militar, por Sarney, Collor, Itamar (para mim o melhor deles), FHC, Lula e Dilma... Acho que sobreviverei ao Temer.

Agora, esperar o quê de 2018? Será que teremos fichas limpas para concorrer? Tá ficando difícil,viu? Já anulava antes por falta de candidato que represente as minhas aspirações, amanhã será por falta de candidato mesmo. O estrago da Lava Jato na política será descomunal.



Os partidos estão enlameados, todos com seus próprios bandidos caseiros. Não adianta mudarem de nome, o cheiro sempre os acompanhará.

A polarização de 2018 será entre uma pseudo direita estatizante na pele do Jair Bolsonaro, contra uma direita sócio-liberal personificada no João Dória. Ambos ascendentes, com muita rejeição e enorme contingente de seguidores cegos.

Será que pela primeira vez na história teremos mais votos inválidos do que válidos?



Novamente a história contará.

Ditadura do proletariado, direita no poder, liberalismo ou um novo golpe militar? Faça a sua aposta... (Parte 4)

Ditadura do proletariado, direita no poder, liberalismo ou um novo golpe militar? Faça a sua aposta... (Parte 4)



 Infelizmente perdemos a chance de ter um país moderno e menos injusto. Jango era moderado. Tanto que agradava até a caserna. Brizola não era stalinista. Tinha uma visão socialista moderna. No Rio Grande do Sul deu mostra do que queria pro Brasil. Aqui no Rio de Janeiro tentou, mas foi traído de novo, por falsos socialistas.

Por que toquei nesse assunto? Devido a toda a roubalheira escancarada pela operação Lava Jato, os militares mesmo sem querer podem retomar o poder, através do bolsonarismo. A conjuntura hoje está idêntica a de 1964.



O coitado do Jango aceitou até ser primeiro ministro num parlamentarismo inconstitucional. Naquele tempo eram a oligarquia e os políticos safados de um lado sabotando o governo, um terço dos militares e políticos decentes apoiando ao Jango e por fim, os grandes vencedores, os empresários, os novos ricos da época, os industriais e dois terços dos militares querendo tomar o doce da mão da criança.



O resto a história conta, ora deturpada à direita, ora à esquerda, mas sempre beneficiando o centro.

Ditadura do proletariado, direita no poder, liberalismo ou um novo golpe militar? Faça a sua aposta... (Parte 3)


Creio que devemos andar para frente. Qualquer ditadura é ruim, seja ela militar, que seja capitalista, ou mesmo comunista... Ditadura não presta. Nenhuma delas.

Vale lembrar que alguns guerrilheiros da época, colocaram Jango e Brizola contra a parede, Brizola pensou em pegar em armas, uma vez que os militares do Sul do país queriam ladear com Jango. Mas, de maneira correta, Jango preferiu abdicar de governar.

A turma de comunistas que queria se apoiar nele veio depois, no fim da década de 60 e início da de 70 tentar tomar o poder através de guerrilhas treinadas nos países alinhados com a URSS, porém não logrou êxito.



Hoje, tem uma turminha composta por historiadores que acham que eles estavam certos e lavam os cérebros de muitos universitários e secundaristas para encamparem nessa guerrilha moderna, mas é só porque não aceitam a democracia como ela é. Esses não são de esquerda, são egoístas e maus perdedores.



Vale lembrar que a esquerda tupiniquim também dava sumiço em seus inimigos, porém acusa a ditadura militar de atrocidades que ela também cometeu pela causa. Mas esse tipo de discussão é inútil e estéril. Temos que andar para frente.

Basta ver que com a esquerda no poder ninguém foi punido por tortura e ocultação de cadáver como acusados. Ou seja, ocorreu um acerto de contas. Cada um com seu prejuízo.

Lamento dizer a vocês que só lhes contaram a metade da história. Em outros lugares a esquerda não pegou em armas e fez revoluções. E a partir do momento em que a nossa matou inocentes, se tornou igual ao outro lado da contenda. Mas você dirá que foi dano colateral. Porém, se for contra alvo à esquerda é crime hediondo.



Hipocrisia é isso, deturpar a história para defender o indefensável. Ou então isso é cegueira.

O projeto da esquerda não era democrático, era igual ao da ditadura militar. Dito isso pelos próprios militantes. Condeno e abomino a ditadura. Mas a esquerda tupiniquim era ditatorial desde o berço. Basta ver como age com quem discordar do ponto de vista deturpado dela.

Tanto que nenhum desses esquerdistas de hoje reagiram ao golpe contra Jango. Eram dos partidos da época e depois do MDB. Mas em contrapartida teve militar tentando apoiar a constituição e não depor João Goulart. Isso os livros costumam esconder.


Brizola fugiu pro Uruguai e Jango não quis ajuda militar para não haver carnificina. Como eu já havia dito. Foram sábios e não covardes. Ainda mais por saberem que seriam combatidos pela própria esquerda/comunista tupiniquim que nascera do contato com as guerrilhas estrangeiras.

Ditadura do proletariado, direita no poder, liberalismo ou um novo golpe militar? Faça a sua aposta... (Parte 2)

Essa coisificação começou quando colocaram Brizola e Jango no mesmo saco de gatos dos ‘comunistas’ e demais políticos pseudos esquerdistas. Pior é que eles não eram comunistas. Peço contrário, vieram do berçário Getulista.

A indecisão e vitimização do Jango é que fez parecer que ele e o Brizola eram simpáticos ao comunismo, isso tudo devido a sua viagem à China.



Brizola sempre se mostrou como uma pessoa que fazia a ponte entre os dois mundos. No governo do RS e do RJ ele mostrou que tinha projetos para o país através da educação. Jamais foi contra o capitalismo, era sim contra a especulação e o neoliberalismo. Seu ponto de vista ia ao encontro do keynesianismo, mas ao mesmo tempo se cercou de neoliberais, neopopulistas e maus caráter.

Jango quando ministro do trabalho, duas vezes vice e presidente, não demonstrou inclinação comunista e sim social, pois tinha um plano de reformas de base e o principal seria a reforma agrária. Mas foi confundido de propósito pelos oligarcas, ruralistas e puritanos tupiniquins, e como não foi firme em seus propósitos e para evitar uma carnificina, deixou a presidência.




Mas de comunistas eles não tinham muita coisa não. As pessoas (senso comum) acham que quem quer investir no social é comunista. Mas a história é complicada e já foi explorada em vários livros e várias versões. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Ditadura do proletariado, direita no poder, liberalismo ou um novo golpe militar? Faça a sua aposta... (Parte 1)



A direita brasileira não existe, jamais existiu e nunca existirá. A esquerda brasileira não sabe fazer conta e muito menos fazer análise. Só olha o próprio umbigo e só aceita quem bate continência para os seus dogmas. Isso não é nenhuma novidade. Somos um imenso e decapitado centrão.

O problema da esquerda brasileira é que ela é natimorta. Mal nasceu e já morreu. A prova disso é que onde ela alcança o poder se torna igual a direita. E quando diz a que veio, como em Santo André, a própria máfia se encarrega de martelar o prego que se destacou. Nesse caso o Celso Daniel.

Em Itaocara teve de pedir arrego para o ex-governador ficha suja Garotinho. Ou seja, não anda com as próprias pernas.

Vou falar uma palavra que a esquerda abomina, mas faz todo sentido para isso tudo: vitimização. Os métodos das feministas e dos grupos LGBT beiram o escárnio, como podem querer crescer como grupos e fortalecer a esquerda agindo com agem?

A esquerda precisa antes de mais nada se despir da arrogância e prepotência desses últimos tempos. É preciso resgatar valores que a aproximavam das populações mais necessitadas, como nos idos anos 70 e 80. Senão, será só uma direita mal criada. 

O discurso é de esquerda, mas a cabecinha da maioria é direita football club.




sábado, 25 de março de 2017

ABORTO E DROGAS, POR QUE NÃO LIBERAR DE UMA VEZ?


Abomino todas as drogas. Se eu fosse mulher e estivesse grávida, jamais abortaria. Mas, quem sou eu para julgar? Como disse certa vez um certo apóstolo de Jesus: "Tudo me é LÍCITO, mas nem tudo me convém"

Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Quer dizer que nada é proibido, porém muitas coisas deveriam ser evitadas, apesar de sermos livres para o uso. O Apostolo Paulo quis dizer justamente isso. Quem quiser fazer aborto ou usar drogas terá a licitude para isso, mas quem é a favor da vida e de não se sujar com substâncias podres, que não aborte e não use drogas. É simples assim. Proibir só traz ruína.

Mas aí, entram em cena os xiitas religiosos pseudo defensores da vida. Ora, veja no dicionário e nos livros de biologia o significado de vida. Esses radicais da vida comem carne e cortam plantas e até árvores para se alimentar.


Acabar com a vida de um boi que não cometeu nenhum pecado para servir de comida para nós pode? Ceifar a vida de uma planta para alimentação pode? Então, a vida é seletiva? Tem a nossa e a deles? Creio que não é assim. Vida é vida.

Se for para pensar em colocar a vida em primeiro lugar só poderemos comer algo que caia do pé, ou carniça e despojos ou sobras da refeição de algum carnívoro irracional.

Nós, como dominamos o mundo colocamos como se uma vida valesse mais do que outra. Mas a vida vale igual. Pensar de modo diferente é relativizar puxando a brasa para a sardinha da humanidade.

Só porque os animais são irracionais e as plantas parecem não registrar dor e sofrimento nos dá o direito de matar? Quem nos deu essa prerrogativa? Vida é vida. Nós somos iguais a eles. Somos todos seres vivos iguais. Mas segundo o deus inventado pelos humanos para justificar tudo o que fazemos, nós somos os superiores. A natureza considera vida desde as plantas e os fungos e bactérias, até os animais. Mas inventamos a tal da ética, não é não? Então a ética serve para matarmos os demais seres vivos, menos os de nossa espécie, sem pesar na consciência.

Para a natureza, tudo isso é vida: plantas e animais. Nas aulas de biologia e química tem a receita. Nós é que relativizamos para não ferir nossa ética. Mas quando a fome aperta, até canibalismo os religiosos já fizeram. E depois vem querer falar de ética e de ser contra aborto. Essa justificativa de ser a favor da vida não se sustenta. Basta dizer que não sou a favor de aborto porque meu líder o condena. Simples.

Sabemos que nós é que somos o câncer do planeta, mas nos achamos superiores e escolhidos por um deus que nós mesmo inventamos para justificar nossas crueldades e pedir perdão para esse ser invisível inventado quando for preciso. Isso é muito cômodo. Beira o cinismo.

Prefiro a verdade nua e crua. De que sou um ‘assassino’ que mato outros seres (plantas e outros animais) para me alimentar. A verdade dói, mas é a verdade. Nosso lado animal duela com o "humano" o tempo todo. Temos que aceitar que é assim. Nada é sem custos. E precisamos nos acostumar a arcar com consequências de atos que tomamos individual ou socialmente.

 Esse é o problema fulcral, que nós temos consciência (nem todos, não é?) de que precisamos matar para comer e os demais animais não. Daí eles matam sem culpa e nós (eu pelo menos) não. Já pensei em viver como aqueles monges, mas meu lado onívoro fala mais alto sempre. Porém, os demais atentados contra a vida eu consigo conter, não abortaria jamais e muito menos usaria drogas, a não ser o álcool, que de maneira moderada é saudável individual e socialmente.

O que mais mata nessas questões é a hipocrisia de muitos cristãos e demais religiosos, que abortam e depois dizem que são contra o aborto, é tipo o maconheiro que fica pedindo paz vestido de branco, mas ajuda a sustentar a guerra pelas drogas.

A hipocrisia desses pseudo religiosos beira ao ridículo. O crescei e multiplicai está aí para comprovar. Se cada casal de cristão não tiver pelo menos 15 filhos, é sinal de que pecaram contra a vida.

Legalizar as drogas e o aborto não quer dizer que vai ser oferecido de casa em casa o produto, quem faz isso são as Testemunhas de Jeová com a ‘salvação’. Apenas dará a quem quiser fazer aborto e usar droga uma saída da clandestinidade, e ao Estado números e instrumentos para coibir abusos e tratar os danos.

Tornando lícitas essa coisas, quem quiser fazer aborto ou usar drogas terá feito ou usado às claras, pagando impostos e gerando um número para controle governamental.

A conta é fácil de fazer, mas quem não tem facilidade com matemática e leis de mercado, não vai entender: quer ganhar um lucro exorbitante, basta colocar na clandestinidade qualquer serviço ou produto. Esse produto não será taxado, o lucro será maior do que 100%, não descontará IRPF, o desejo pelo proibido levará milhares até ele, muitos matarão e morrerão por causa dele e muitos mais (cinicamente) condenarão a prática colocando a religião na frente como um escudo.

Por isso que digo que é preciso liberar o aborto e o SUS passar a ter clínicas especializadas para atender as mulheres pobres. Além de cadastro, terá segurança. Não sou a favor do aborto. De forma alguma. Também não sou a favor do estado ou da religião mandar numa questão que é a mulher quem decidirá. Ao estado e a nós, resta apenas confortar a pessoa que precisou fazer, e punir a que faz reiteradas vezes (ficará no cadastro) por pura maldade consigo, que não faz uso de métodos contraceptivos e com o feto.

Do jeito que está só os ricos se dão bem, que usam as drogas na segurança do lar e abortam em clínicas de primeiro mundo. Os pobres, sempre se ferrarão, usando ‘açougueiros’ para abortar e se endividando com traficantes, que não usarão o SPC e nem o SERASA para cobranças de dívidas.


E sabe o que é o pior? A maioria contra a legalização do aborto e das drogas é composta de pobres religiosos ou não.

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