COMO EU HAVIA DITO: A CRISE VAI BATER FORTE NO BRASIL, AO CONTRÁRIO DO QUE AFIRMAVAM OS TECNOCRATAS DE PLANTÃO E OS ECONOMISTAS DE SEMPRE...
A crise na economia mundial tem mostrado que mais uma vez as pessoas não sabem o que estão dizendo e fazendo. Os governantes, mundo afora diziam que o mercado se auto-regularia e que o liberalismo econômico seria a cura de todos os males. Isso só valeu para os bancos, as mega-empresas transnacionais e para os fundos de pensão dos velhinhos da Califórnia e de Tóquio que faturaram alto e agora ficaram órfãos.
Para a maioria dos seres humanos comuns, como eu e você, o melhor possível seria um capitalismo misto, um pouco keynesiano, bastante social e pouco liberal. Eu explico: do keynesianismo temos o estado de bem estar social, que com alguns consertos ficaria ideal para épocas de crises. Não deveríamos incorrer nos mesmos erros do passado para não se criar uma sociedade descansada, pra não dizer malandra, onde é mais fácil sugar o estado de que produzir...
As correções passariam pelo aprimoramento dos gastos públicos e pela supervisão dos mesmos via internet.
Do capitalismo social, ou sociocapitalismo, pegaríamos a divisão de parcelas dos lucros, as vantagens como redução de carga horária, e até mesmo de salários em alguns casos, para que haja emprego para a maioria. Também não sou a favor de manter as leis trabalhistas como hoje, elas mais atrapalham do que ajudam, porém há que se ter cuidado na elaboração de uma nova lei mais moderna.
O liberalismo de Adam Smith ainda hoje é bem vindo, o fato de que o governo mais atrapalha do que ajuda a economia é verdadeira, porém tem que haver controle para as coisas não virarem a roda da fortuna às avessas, no mal sentido da palavra. Mas o mercado deve dar conta dos movimentos primordiais e o governo junto com a sociedade regular e impedir abusos.
A proteção keynesiana, aliada aos ganhos do capitalismo social e o mercado liberado e supervisionado sem intervenção direta e com controle comedido, fariam com que a economia e a sociedade estivessem sempre livres de crises. Mas existe uma coisa chamada elemento humano, e onde há humanos...
Lembrem-se, poupem e comprem com moderação... só assim sairemos da crise.
Tudo sobre tudo e algo mais: Indicando a direção dos ventos do mundo! Um pouco de cada assunto de interesse. Cidade e Urbanização, Ecologia e Meio Ambiente, População e Demografia, Geoeconomia e Geopolítica, Etc.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A CRISE NA ECONOMIA SERIA UMA VOLTA AO KEYNESIANISMO?
O mundo poderá voltar aos modelos econômicos do passado e sepultar o neo-liberalismo
Quando vemos os telejornais notamos que há um pavor generalizado entre os países que são o esteio do capitalismo, imaginamos de imediato que logo-logo o Brasil será a bola da vez desse tsunami financeiro. Ai vem um tecnocrata qualquer do governo (geralmente um político travestido de técnico) e diz que o país está sólido e as instituições brasileiras são seguras.
Isso me lembra um velho ditado que dizia: Sabe quando um político está mentindo? Quando ele abre a boca! Pois bem, tem gente que acredita que não seremos atingidos, ou que se atingidos seremos pouco abalados. Isso é de uma ingenuidade sem tamanho. Apesar de minha formação ser em Geografia, o pouco que vi de economia durante o curso me diz que nosso país está atrelado às grandes potências, principalmente aos Estados Unidos o pivô da crise.
Como em 1929, quando deixamos de investir em produção e combate a pobreza mundial (o que inseriria pessoas no mercado consumidor), para investir em especulação e em dinheiro virtual, num mundo falso, até o dinheiro era fake, resultado: quebradeira generalizada, a começar com o mercado imobiliário que vive de dinheiro no futuro do pretérito (crédito inacreditável), depois os setores bancários e de seguros que vivem do dinheiro no pretérito perfeito e no presente (o nosso que está lá guardado a contragosto) e no futuro do presente (como está na mão deles eles não perdem, mas se você bobear roubam).
Por fim essa crise vai quebrar países, principalmente os que vivem de exportação como é o nosso caso, pois quem compra da gente vai meter o pé no freio, depois os que importam para sobreviver e não são abastados como o Japão e a China, porque o dólar tende a aumentar por ser um refúgio confiável em época de crise apesar de valer menos do que o euro e a libra.
É por isso que fico com a pulga atrás da orelha quando ouço dizerem que o Brasil está blindado contra essa crise, se nos países do centro do capitalismo estão numa espécie de volta ao keynesianismo (o estado intervindo nas leis do mercado e comprando as dívidas de bancos e empresas falidas). Se eles que são o seio do capital e geradores das diretrizes estão em polvorosa, é hora de colocarmos as barbas de molho, lembram do confisco da poupança? Pois bem, está me parecendo que vem chumbo dos grossos por aí, acho que de ponto cinqüenta.
Para terminar: isso parece marketing de Deus... os países do cerne do capitalismo sempre nos ditaram ordens de estado mínimo (estado sem intervir na economia) a cuidar da Amazônia... e eles mostram claramente que: em casa de ferreiro espeto de pau! Agora eles rasgaram a própria cartilha do consenso de Washington e estão voltando aos poucos ao Welfare States...
Quem sobreviver verá!
Quando vemos os telejornais notamos que há um pavor generalizado entre os países que são o esteio do capitalismo, imaginamos de imediato que logo-logo o Brasil será a bola da vez desse tsunami financeiro. Ai vem um tecnocrata qualquer do governo (geralmente um político travestido de técnico) e diz que o país está sólido e as instituições brasileiras são seguras.
Isso me lembra um velho ditado que dizia: Sabe quando um político está mentindo? Quando ele abre a boca! Pois bem, tem gente que acredita que não seremos atingidos, ou que se atingidos seremos pouco abalados. Isso é de uma ingenuidade sem tamanho. Apesar de minha formação ser em Geografia, o pouco que vi de economia durante o curso me diz que nosso país está atrelado às grandes potências, principalmente aos Estados Unidos o pivô da crise.
Como em 1929, quando deixamos de investir em produção e combate a pobreza mundial (o que inseriria pessoas no mercado consumidor), para investir em especulação e em dinheiro virtual, num mundo falso, até o dinheiro era fake, resultado: quebradeira generalizada, a começar com o mercado imobiliário que vive de dinheiro no futuro do pretérito (crédito inacreditável), depois os setores bancários e de seguros que vivem do dinheiro no pretérito perfeito e no presente (o nosso que está lá guardado a contragosto) e no futuro do presente (como está na mão deles eles não perdem, mas se você bobear roubam).
Por fim essa crise vai quebrar países, principalmente os que vivem de exportação como é o nosso caso, pois quem compra da gente vai meter o pé no freio, depois os que importam para sobreviver e não são abastados como o Japão e a China, porque o dólar tende a aumentar por ser um refúgio confiável em época de crise apesar de valer menos do que o euro e a libra.
É por isso que fico com a pulga atrás da orelha quando ouço dizerem que o Brasil está blindado contra essa crise, se nos países do centro do capitalismo estão numa espécie de volta ao keynesianismo (o estado intervindo nas leis do mercado e comprando as dívidas de bancos e empresas falidas). Se eles que são o seio do capital e geradores das diretrizes estão em polvorosa, é hora de colocarmos as barbas de molho, lembram do confisco da poupança? Pois bem, está me parecendo que vem chumbo dos grossos por aí, acho que de ponto cinqüenta.
Para terminar: isso parece marketing de Deus... os países do cerne do capitalismo sempre nos ditaram ordens de estado mínimo (estado sem intervir na economia) a cuidar da Amazônia... e eles mostram claramente que: em casa de ferreiro espeto de pau! Agora eles rasgaram a própria cartilha do consenso de Washington e estão voltando aos poucos ao Welfare States...
Quem sobreviver verá!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
AGRICULTURA ORGÂNICA, HIDROPONIA E O MEIO AMBIENTE
Quando vale a pena mudar o tipo de agricultura
A agricultura orgânica tem muito a seu favor, mas peca por ter preço alto e produtividade baixa, sendo assim economicamente inviável ao pequeno produtor, por exemplo, ela produz 30% menos que a convencional, no mesmo espaço e acaba custando 40% a mais.
Mesmo com essa aparente inviabilidade, o governo britânico destina 20% das suas terras agricultáveis para sua plantação. Além disso ela é benéfica para o meio ambiente (por não usar agrotóxicos, pesticidas e outros insumos químicos), não causa dano a água e é mais saudável para o ser humano.
Em tempos de transgênicos (que já falamos deles em posts anteriores) e passada a revolução verde e sua química, tecnologia e maquinaria (idem), não poderíamos abrir mão da hidroponia, boa para quem não tem espaço para o plantio, que como os orgânicos, tem a vantagem de ser mais saudável, porém a desvantagem de sair ainda mais caro para o pequeno agricultor e para o consumidor final.
A agricultura orgânica tem muito a seu favor, mas peca por ter preço alto e produtividade baixa, sendo assim economicamente inviável ao pequeno produtor, por exemplo, ela produz 30% menos que a convencional, no mesmo espaço e acaba custando 40% a mais.
Mesmo com essa aparente inviabilidade, o governo britânico destina 20% das suas terras agricultáveis para sua plantação. Além disso ela é benéfica para o meio ambiente (por não usar agrotóxicos, pesticidas e outros insumos químicos), não causa dano a água e é mais saudável para o ser humano.
Em tempos de transgênicos (que já falamos deles em posts anteriores) e passada a revolução verde e sua química, tecnologia e maquinaria (idem), não poderíamos abrir mão da hidroponia, boa para quem não tem espaço para o plantio, que como os orgânicos, tem a vantagem de ser mais saudável, porém a desvantagem de sair ainda mais caro para o pequeno agricultor e para o consumidor final.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A CIDADE E O CAMPO: A INTERDEPENDÊNCIA
Evitando a superpopulação urbana através da fixação do homem no campo
Para as cidades seria muito bom manter o camponês no seu local de origem, o ambiente rural e também seria bastante vantajoso que se fizesse uma reforma agrária de verdade. O principal ganho seria, naturalmente, não inchar as grandes cidades evitando assim, o indesejável crescimento populacional, razão de quase todas as mazelas urbanas.
A reforma agrária é objeto de desejo da maioria. Porém, fere interesses de latifundiários e empresas agrícolas nacionais e de muitas empresas agrárias – ou não – internacionais que se utilizam do nosso solo e dos nossos governantes para fazer do nosso país uma espécie de escabelo para seus pés.
Não precisaríamos nem dizer que o impacto de uma verdadeira reforma agrária no nosso país faria com que a violência urbana se reduzisse em pelo menos um terço do que ocorre hoje, pois a simples fixação do campesino em seu lugar já evitaria a fome e a falta de emprego para ele e sua prole, além de à longo prazo colaborar para uma melhor produção e distribuição de alimentos e renda, caso essa reforma seja feita como dito na matéria anterior deste blog.
Para as cidades seria muito bom manter o camponês no seu local de origem, o ambiente rural e também seria bastante vantajoso que se fizesse uma reforma agrária de verdade. O principal ganho seria, naturalmente, não inchar as grandes cidades evitando assim, o indesejável crescimento populacional, razão de quase todas as mazelas urbanas.
A reforma agrária é objeto de desejo da maioria. Porém, fere interesses de latifundiários e empresas agrícolas nacionais e de muitas empresas agrárias – ou não – internacionais que se utilizam do nosso solo e dos nossos governantes para fazer do nosso país uma espécie de escabelo para seus pés.
Não precisaríamos nem dizer que o impacto de uma verdadeira reforma agrária no nosso país faria com que a violência urbana se reduzisse em pelo menos um terço do que ocorre hoje, pois a simples fixação do campesino em seu lugar já evitaria a fome e a falta de emprego para ele e sua prole, além de à longo prazo colaborar para uma melhor produção e distribuição de alimentos e renda, caso essa reforma seja feita como dito na matéria anterior deste blog.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
A QUESTÃO DA TERRA NO BRASIL II
Má Distribuição, Invasões e Guerra Por Terras
Por ter uma das piores distribuições de terras do mundo o Brasil acaba sendo palco de embates que parecem eternos pela posse de terras agricultáveis. Muitos latifúndios improdutivos e terras devolutas, além da especulação imobiliária no campo (isso mesmo) levam às lutas por estas terras, colocando em lados opostos do combate os grileiros, os posseiros, os meeiros (que são ludibriados pelos donos de terras), os trabalhadores rurais sem-terras e os latifundiários (muitos deles pessoa jurídica).
Uma reforma agrária de verdade seria útil à todos esses grupos que compõem esse campo de marte e também para o campo em geral: por melhorar a produção (divisão), mas não bastaria apenas distribuir terras, tem que haver um plano de financiamento (subsídio) estatal de terras e máquinas agrícolas e de logística; também é necessária a implementação de programas de renda-mínima no campo, para dar assistência ao camponês quando nas entressafras, evitando que este venda a sua terra para os especuladores (nos moldes das haciendas e dos ejidos no México, misturado com os modelos chineses de fixação do homem ao campo e franceses de subsídio); além da infra-estrutura de água, luz e saneamento básico mínimo nos locais que podem ser no campo ou no entorno das cidades (cinturões verdes). Outro ponto chave é oferecer empregos para médicos, zootecnistas, veterinários, professores, engenheiros agrônomos e etc. nesse campo ascendente economicamente.
Por ter uma das piores distribuições de terras do mundo o Brasil acaba sendo palco de embates que parecem eternos pela posse de terras agricultáveis. Muitos latifúndios improdutivos e terras devolutas, além da especulação imobiliária no campo (isso mesmo) levam às lutas por estas terras, colocando em lados opostos do combate os grileiros, os posseiros, os meeiros (que são ludibriados pelos donos de terras), os trabalhadores rurais sem-terras e os latifundiários (muitos deles pessoa jurídica).
Uma reforma agrária de verdade seria útil à todos esses grupos que compõem esse campo de marte e também para o campo em geral: por melhorar a produção (divisão), mas não bastaria apenas distribuir terras, tem que haver um plano de financiamento (subsídio) estatal de terras e máquinas agrícolas e de logística; também é necessária a implementação de programas de renda-mínima no campo, para dar assistência ao camponês quando nas entressafras, evitando que este venda a sua terra para os especuladores (nos moldes das haciendas e dos ejidos no México, misturado com os modelos chineses de fixação do homem ao campo e franceses de subsídio); além da infra-estrutura de água, luz e saneamento básico mínimo nos locais que podem ser no campo ou no entorno das cidades (cinturões verdes). Outro ponto chave é oferecer empregos para médicos, zootecnistas, veterinários, professores, engenheiros agrônomos e etc. nesse campo ascendente economicamente.
domingo, 7 de setembro de 2008
A QUESTÃO DA TERRA NO BRASIL
Modelo Concentrador Impede Desenvolvimento da Agricultura Familiar
Concordamos que há muita terra no Brasil, mas a maioria se encontra nas mãos de uma minoria abastada de latifundiários e de empresas transnacionais (principalmente nas regiões Norte e Centro Oeste, mas com algumas manchas mínimas no Nordeste, Sul e Sudeste).
Isso se deve a herança da época colonial, a distribuição de terras (sesmarias), muita grilagem, utis possidet (posse pelo uso), etc.
Os latifundiários não estão pensando em usar terra para as necessidades primárias da agricultura (saciar a fome da população, vender o excedente, produzir de maneira competitiva para tornar o país celeiro agrícola). Seus objetivos são simples: ganhar o máximo possível de dinheiro com estas terras, por isso as deixa paradas sem produzir e especular posteriormente um preço melhor para sua venda.
Enquanto isso no Sul do país há a agropecuária familiar, que dá muito certo e nos mostra um bom caminho. No Norte, há tribos de índios que plantam em uma espécie de kibutz (terra coletiva), vendem os excedentes, lucram com os produtos tropicais e também acenam com uma via a ser seguida pelas demais regiões agropecuárias do país.
Mesmo em grandes fazendas há bons exemplos de mega-produção: o Brasil é o maior produtor ou exportador de café, soja, carne bovina, etc. e um dos maiores na produção e exportação de arroz, feijão, milho, etc.
Isso significa que se bem empregada na nossa se plantar de tudo dará, inclusive agro-dólares.
Concordamos que há muita terra no Brasil, mas a maioria se encontra nas mãos de uma minoria abastada de latifundiários e de empresas transnacionais (principalmente nas regiões Norte e Centro Oeste, mas com algumas manchas mínimas no Nordeste, Sul e Sudeste).
Isso se deve a herança da época colonial, a distribuição de terras (sesmarias), muita grilagem, utis possidet (posse pelo uso), etc.
Os latifundiários não estão pensando em usar terra para as necessidades primárias da agricultura (saciar a fome da população, vender o excedente, produzir de maneira competitiva para tornar o país celeiro agrícola). Seus objetivos são simples: ganhar o máximo possível de dinheiro com estas terras, por isso as deixa paradas sem produzir e especular posteriormente um preço melhor para sua venda.
Enquanto isso no Sul do país há a agropecuária familiar, que dá muito certo e nos mostra um bom caminho. No Norte, há tribos de índios que plantam em uma espécie de kibutz (terra coletiva), vendem os excedentes, lucram com os produtos tropicais e também acenam com uma via a ser seguida pelas demais regiões agropecuárias do país.
Mesmo em grandes fazendas há bons exemplos de mega-produção: o Brasil é o maior produtor ou exportador de café, soja, carne bovina, etc. e um dos maiores na produção e exportação de arroz, feijão, milho, etc.
Isso significa que se bem empregada na nossa se plantar de tudo dará, inclusive agro-dólares.
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