domingo, 10 de agosto de 2008

AGRICULTURA E CAPITALISMO

Sob o controle do capitalismo a produção agrícola se tornou mais intensiva

Nem tudo que se refere ao capitalismo pode ser considerado danoso, muito pelo contrário, quando bem utilizado o capitalismo torna-se um sistema bastante justo, por incrível que possa parecer. Exemplo disso é a evolução da agricultura depois do advento deste sistema econômico.

De fato sob o controle do capitalismo a produção agrícola se tornou mais intensiva, passou a se utilizar sistemas mais adequados de manejo do solo como: a rotação de culturas, em vez do sistema de pousio; alteração da base alimentar; divisão do trabalho; ampliação da produção e a mecanização, que é produto da Revolução Industrial.

Houve com isso crescimento da produção agrícola na Europa, na França de 1789 a 1848 a produção de trigo aumentou de 34 milhões para 70 milhões de hectolitros, assim como a de batata que no mesmo período cresceu de 2 milhões para cem milhões de hectolitros.

Não só aumentava o total da produção, mas também a produtividade média por hectare. Tudo isso levava a crer que por volta desta época os países europeus industrializados, viviam também uma época de ouro em termos de produção agrícola.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

AS MANIFESTAÇÕES SOCIAIS

AS VÁRIAS FACETAS DA SOCIEDADE, DESDE OS GRUPOS DOMINANTES AOS EXCLUÍDOS

São várias as manifestações sociais que ocorrem dentro de uma cidade, a maioria delas, justificáveis. Praticamente tudo começou com as associações de amigos dos bairros, que mais tarde originou um verdadeiro boom de associações sociais de classe média e baixa e hoje em dia até mesmo da high society.

As associações de moradores, que é uma espécie de evolução das associações de amigos de bairros, têm a pretensão de lutar por melhorias nos locais, através de lutas legítimas induzem os governos a gastarem de maneira mais acertada na maioria das vezes. Porém hoje em dia acontece um fenômeno nefasto, que é o envolvimento de muitos dos líderes comunitários com a politicagem e por vezes com as forças do caos, no intuito de obterem, egoisticamente, benesses para si e para seus pares no jogo sujo em que se intrometem (como é o caso de narcotraficantes que se associam aos líderes comunitários, ou presidentes de associações de moradores para dominarem a comunidade).

Uma maneira emblemática de perceber como seria uma participação social enfática na condução (ou pelo menos na colaboração) do ordenamento urbano, foi a experiência bem sucedida, em Porto Alegre no Rio Grande do Sul, com o Orçamento Participativo, que, grosso modo, foi uma série de encontros onde a sociedade local foi convidada a participar das diretrizes governamentais em relação a aplicação das verbas no modelado urbano e nos serviços prestados por aquela prefeitura para os cidadãos.

Sabemos que quanto mais atuantes forem as associações de moradores ou de amigos do bairro e os diversos movimentos populares que lutem por melhorias locais ou mais amplas, ou por incrementos nas formas e nas funções das cidades, mais a sociedade como um todo irá lucrar, como por exemplo, quando uma associação consegue asfalto para uma estrada, ou saneamento para um bairro, ou até mesmo quando luta pela instalação de indústrias e ou comércio na localidade para gerar emprego e renda, dando nova função ao lugar.

Não seria muito ambicioso querer que em todas as cidades brasileiras as decisões fossem tomadas de maneira democrática como esse exemplo positivo dado pela capital gaucha. Mas sabemos que a maioria dos políticos não são muito amigos da democracia de verdade, e sim de uma democracia brasileira, onde estão interessados apenas no seu voto (e uma democracia de verdade o voto deveria ser facultativo).

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

AS FORÇAS DO CAOS

O PODER PARALELO E A SUA INFLUÊNCIA NO MODELADO URBANO

Os atores que de coadjuvantes passaram a ter um papel principal no ordenamento urbano, indiretamente e oficiosamente, foram os poderes paralelos, ou as forças da ilegalidade que costumamos nos deparar no cotidiano. Os camelôs, os transportes piratas, os seguranças undergrounds, as milícias e os narcotraficantes.

Esses grupos interagem com os demais personagens dessa grande peça coletiva que é o ordenamento urbano, fazendo prevalecer suas leis sobre as do Estado legalmente instituído, como no caso do camelô que não contribui com impostos e sabota as tentativas de sobrevivência das lojas legais; do serviço de transporte ilegal que além de atrapalhar a vida das empresas oficiais (apesar de muitas serem tão mequetrefes quantos os ilegais) e além de contribuir com o caos no trânsito; nem precisamos falar aqui do prejuízo que nos causam no dia-a-dia as milícias e o narcotráfico.

Esses grupos só existem e atuam onde não deveriam estar, devido ao hiato deixado pelo Estado, que invariavelmente se furta de cumprir seus deveres constitucionais. Quando se nega a dar educação, saúde, emprego e segurança para seus cidadãos, essa lacuna é preenchida pelos agentes do caos e da desordem.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

OS DONOS DA TERRA

OS PROPRIETÁRIOS FUNDIÁRIOS

Os proprietários fundiários, os que detêm a posse de terra, se utilizam dessas terras, que foram ‘herdadas’ do costume colonial, o de fazer barganha com o Estado recebendo terras (sesmarias) e vendendo terras quando as mesmas depreciam-se. Também se aliam ao Estado quando a desocupação de seus territórios (do Estado) está sendo priorizada.

Quando de posse novamente destes territórios eles simplesmente os utilizam para tirar proveito do descomunal déficit habitacional (de moradias) no país em que se inserem, e como na maioria das vezes o Estado usa dos meios menos danosos Para com esses seus ‘parceiros’ imobiliários, fazendo com que sempre quem pague a conta é a sociedade como um todo (utilizando recursos do FGTS para financiamentos de modo a repartir a conta do déficit habitacional e do seu seqüestro para com os proprietários fundiários, com a sociedade).

Sempre quem acaba pagando a conta desse negócio é quem menos tem para colocar na mesa de negociação desta ‘balança’ de poder. Vemos, assim, se perpetuar um mecanismo de exclusão que visa sempre afastar as ‘castas dos párias urbanos’ as mais pobres da sociedade produtora e que menos faz uso dos benefícios que a organização urbana traz. Tal qual existe na Índia, aqui também temos uma clara divisão de classes. Mas nesta divisão com certeza os proprietários fundiários se encontrariam no topo social.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

PENSANDO O ORDENAMENTO URBANO

ENTENDENDO A (RE) CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DAS CIDADES

Os agentes sociais que interferem na construção do espaço urbano e o modificam segundo as suas ações são principalmente: os proprietários dos meios de produção (industriais, comerciais e serviços), os proprietários das terras (fundiários), promotores imobiliários, o Estado constituído (prefeitura, governos estadual e federal) ou os poderes paralelos e os grupos sociais excluídos.

Falaremos primeiro do papel do Estado na condução do papel de ordenador da dinâmica urbana e da distribuição equitativa de terras e do avivamento do aparato urbano, tanto o físico como o imaterial.

O ESTADO

Todos têm importância no modelado e no ordenamento urbano. Mas de todos, o Estado pelo seu poder de censurar ou liberar incrementos a expansão urbana, exercendo uma função bastante dúbia, de um lado é o grande fomentador da estruturação de uma cidade se der incentivos a moradias e a instalação de indústrias, comércios e serviços diversificados. Mas também é este mesmo Estado que quando se omite quanto ao seu papel de organizador e estruturador do espaço urbano, e caso se mostre incapaz de gerir conflitos por terra e ocupação desde áreas nobres até encostas e áreas de mananciais.

Na maioria das vezes é o próprio Estado o principal atiçador dos conflitos, quando se põe ao lado dos proprietários fundiários e promotores imobiliários se contrapondo aos grupos menos favorecidos (excluídos), que são, assim, empurrados para as áreas longínquas, as periferias da periferia urbana. Esse fato é bem vislumbrado nas reformas pelas quais passaram algumas das cidades brasileiras, e em especial a do Rio de Janeiro com os Planos Agache e a Reforma Passos no início do século passado.

Os vídeos a seguir mostram a urbanização moderna (observação o professor Carlos do vídeo não sou eu):



domingo, 3 de agosto de 2008

FRACASSA A RODADA DE DOHA...

NÃO SEI DOHA NENHUMA DESSE ASSUNTO...
MAS AFINAL DE CONTAS, QUE DOHA É ESSA?
O QUE ISSO TEM A VER COMIGO?

A Rodada de Doha é só mais uma rodada de negociações a respeito de preços e subsídios ou proteções sobre os produtos agrícolas, é realizada em um determinado país, e acaba retornando às mesas de negociações em Doha, após ‘rodar’ o mundo. Antes de mais nada, Doha (se lê dorra) fica no Catar.

O que de importante essas negociações tem para o nosso cotidiano é que quando se tem acordo quem cede de um lado ganha do outro e vice versa. Por exemplo, um país que consiga que os campeões do subsídio (Estados Unidos e França) baixem suas guardas vai ter que dar algo em troca e no caso abrir seu mercado para as poderosas empresas deles, nos setores industriais e de serviços. Para o Brasil, um acordo assim seria bom pros nossos agricultores, porém nossa indústria e serviço, obsoletos em comparação com os deles, iria tomar de goleada. Isso geraria muito desemprego nesses setores. Por outro lado os nossos produtos entrariam mais facilmente nos países em que havia subsídios e barreiras comerciais.

O tal acordo nunca acontece porque são cerca de vinte países pobretões de um lado e uns poderosos do outro que não querem arregar de jeito nenhum. Porém os maiores meladores do negócio são os pobres, pois não se entendem e um dá rasteira no outro. Desta vez a China, a Índia e a nossa queridíssima Argentina foram os principais meladores, mas o Brasil também deu uma de popstar e ficou vaidoso e quis fazer acordo sozinho não se importando com a vontade dos outros pobres do grupo.

Como você pode notar é uma rodada fadada ao fracasso sempre, querer que haja consenso entre países tão díspares e sonhar alto de mais. Mas se por um lado esses acordões sempre fracassam os acordos bilaterais (entre dois países) sempre dão ótimos resultados. Por isso, o Brasil deveria investir mais em acordos bilaterais, principalmente com os Estados Unidos, China, Japão e a União Européia. Mas sem esquecer de investir em países africanos que tenham recursos minerais e precisem de know how.



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