RESPONDENDO AO UFANISMO DE UM BRASILEIRO QUE SE PASSOU POR HOLANDÊS E QUE ESCREVEU TANTA BOBAGEM!
No auge da viagem na maionese, a escritora holandesa enumera nossas qualidades que só agradam aos estrangeiros, e se fizermos um exercício de hermenêutica notaremos as mensagens subliminares embutidas em suas afirmações e para terminar de maneira ridiculamente irônica ela faz uma oraçãozinha à moda Ave Maria, só para nos sacanear ainda mais. Vamos aos tópicos:
“Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?”
Porque o Brasil é realmente uma madrasta e não uma mãe gentil como diz o nosso hino nacional. Pois aqui os direitos humanos são para os bandidos, porque o resto do povo não é humano é sub-raça. Que presidiário come melhor que pais de família. Que o Estado paga mil reais para manter um preso e paga R$ 415,00 para um trabalhador honesto. Que aqui tem mãe que bota filho na sacola de supermercado e descarta em qualquer lugar como se fosse lixo. Que político por aqui só vê o próprio umbigo. Que aqui é cada um por si e dane-se o resto. Acho que já chega, não é?
“1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?”
Pode até ser que o Brasil edita mais livros que muitos países do Primeiro Mundo, mas isso não afeta em nada a falta de cultura do brasileiro, nós somos uns dos povos os que menos lêem no mundo. Muito disso pela influência africana (que tem preguiça de ler) e indígena (que não tinham nem escrita). Devo salientar que no Brasil escrever um livro é para poucos e editá-lo é quase impossível devido a burocracia, ao poder econômico e ao ‘apadrinhamento’.
“2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?”
É sim, nossos banqueiros são tops de linha. São os que cobram os juros mais escorchantes do mundo. Sendo que até por tossir dentro dos bancos você é sobretaxado. Tem um ditado de minha autoria que é o seguinte: ‘para matar um banqueiro atire no bolso primeiro e na cabeça depois’. Porque se atirar no coração ele não morre, pois banqueiro brasileiro não possui esse órgão. Sinceramente esse dado citado pela nossa querida ‘escritora holandesa’ é ridículo e devia ser motivo de vergonha e não de orgulho.
“3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?”
Nesse quesito eu concordo plenamente, sou um fã incondicional do Woshington Olivetto, que só tem um defeito, ser corinthiano. E as nossas agências de publicidade são as melhores do mundo. Mas não se esqueçam de que o Duda Mendonça é um dos marketeiros, e é brasileiro.
“4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?”
No Brasil o empreendedorismo não é vocacional, é devido a falta de empregos formais, o que faz as pessoas terem que se virar e inventar seus próprios meios de vida. Porém, o fato é positivo, pois é a dificuldade que faz o monge. E como somos muito otários, as ONGs que vocês do Primeiro Mundo criam, vem aqui e se aproveitam da nossa boa vontade e trocam o nosso trabalho voluntário por muito lucro (isso sem falar das ONGs que só vêm para cá afim de biopirataria, compra de terras na Amazônia, prostituição, escravidão moderna, rede de pedofilia, etc.). Sei que existe muita ONG do bem por aí, mas boa parte é composta de picareta (estrangeiros e brasileiros).
“5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?”
Considero o Brasil uma democracia incompleta, pois se você é obrigado a votar deixou de lado um dos direitos básicos que é o de se negar a participar de algo em que haja discordância. Se você não simpatizar com nenhum candidato de um pleito tem que votar assim mesmo, isso não é nada democrático. Também não considero as demais democracias como a dos Estados Unidos, índia, etc. como completas. Pois lá como cá ainda faltam alguns ajustes, sendo que na índia nem todos tem os mesmos direitos nos sufrágios.
“6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?”
Isso deve ser piada, quando os políticos brasileiros punem alguém que não seja do povo, é porque essa pessoa não participa das falcatruas ou faz parte de algum grupo político inimigo. No mais, o que os nossos congressistas gostam de fazer é criar cargos para os amiguinhos, aumentar seus próprios salários, protegerem-se mutuamente, e coisas desse tipo.
“7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?”
Isso só mostra o quanto somos idiotas, e os estrangeiros também. O italiano que foi socorrer o pai que fora assaltado e acabou sendo atropelado por um ônibus na Zona Sul deve ter aproveitado muito da nossa hospitalidade. Os portugueses, franceses e alemães também, que foram assaltados, espancados, achacados por policiais, etc. também devem estar fazendo uma bela propaganda do nosso país. Quando tentamos falar suas línguas é por que queremos vender um monte de badulaque para vocês e nossos gestos são para que vocês confirmem aquilo que sempre acharam: que somos macaquinhos de imitação (não hermanos?).
“8. Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.”
Deve ser muito ruim ser holandês e não ter motivo nenhum para rir, porque lá vocês não têm mazelas, não é? Ah, deve ser por isso que vocês europeus são duros na cintura e não sabem rebolar e sambar como nós brasileiros, porque na Europa não há motivo para ter desgosto.
“É! O Brasil é um país abençoado de fato.”
Também acho, a natureza foi condescendente conosco, porém os colonizadores não. O povo daqui não é como vocês europeus, que fazem as coisas pensando no coletivo e por aí vocês sabem bem o significado da palavra comunidade, que aqui é sinônimo só de favela.
“Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.”
Na Holanda vocês nunca devem ter ouvido falar de preconceito velado. Pois aqui ninguém tem coragem de admitir, mas essa tolerância toda que é aventada aos quatros cantos é só da boca para fora.
“Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.”
Ela diz isso porque não tem que aturar as piadas a respeito das diferenças físicas, dos sotaques e os preconceitos que sofrem os nordestinos, nortistas e sulistas que por ventura vieram para o Sudeste (que é uma espécie de Europinha, com o carioca que se acha francês, o paulista que se diz norte americano e italiano em miniatura e o mineiro que se acha um enclave dos Estados Unidos).
“Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.”
Nós não podemos, infelizmente, escolher o clima. Em particular, eu odeio o calor insuportável do Rio de Janeiro. Para quem está com a vida ganha até que é bom um forno para se tostar e uma areia para se empanar, mas para a maioria dos mortais brasileiros esse sol de rachar mais atrapalha do que ajuda. Se nós temos verões que dão uma cor, temos enxurradas por causa desse clima monção. Nada é perfeito.
“Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!”
Definitivamente esse texto foi escrito por um brasileiro que gostaria de transformar o Brasil em um ‘Estados Unidos da América do Sul’. E isso é coisa de paulista (já se acham a Califórnia brasileira). Esse ufanismo que beira o ridículo não é comum ao europeu, excetuando o francês. Como plagiou a oração ‘Ave Maria’, deve ser católico praticante. Nada contra paulista e católico, mas por que se esconder debaixo de um disfarce para elogiar o nosso país.
O Brasil é uma porcaria, mas sejamos sinceros: nós adoramos isso aqui!
Tudo sobre tudo e algo mais: Indicando a direção dos ventos do mundo! Um pouco de cada assunto de interesse. Cidade e Urbanização, Ecologia e Meio Ambiente, População e Demografia, Geoeconomia e Geopolítica, Etc.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
O UFANISMO BRASILEIRO: A RESPOSTA 2
RESPONDENDO AO UFANISMO DE UM BRASILEIRO QUE SE PASSOU POR HOLANDÊS E QUE ESCREVEU TANTA BOBAGEM!
Continuando a análise do texto vamos aos dados do Instituto Antropos Consulting, citado pela autora do artigo. Lembrando sempre que com quase toda a certeza essa autora é holandesa de araque e não da Holanda e nem do Iraque (sem trocadilho).
Do mesmo modo como os portugueses fizeram com Tiradentes, vamos por partes, pedaço por pedaço.
“1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial”.
Ela é uma das poucas que crêem nesse tipo de informação. Recentemente a revista Superinteressante mostrou números que mostram o avanço da AIDS por aqui, principalmente entre os jovens até 20 anos (pelo destemor característico dessa idade) e os idosos (devido ao avanço nos remédios para disfunção erétil do tipo Viagra, levitra e cialis). Na verdade um dos países que estão despontando no combate às doenças relacionadas ao sexo é justamente a Holanda, lá as prostitutas ficam expostas em vitrines numa rua específica para a prostituição, porém, elas não aceitam de maneira alguma relações sexuais com exposição ao risco. Além disso, o serviço médico por lá é invejável, sendo que o aspecto principal da saúde pública é baseado na informação e na prevenção.
“2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma”.
Ora, há duas formas de perceber a informação acima. A primeira é no caso dela se referir ao hemisfério sul geográfico. Aí além do Brasil temos África do Sul, Austrália e Nova Zelândia como países de economia bastante diversificada, industrialização de ponta e investimentos sociais notáveis.
Porém se ela se refere ao hemisfério sul geopolítico, exclui-se da equação os dois últimos países (Austrália e Nova Zelândia, porque apesar de se encontrarem no hemisfério sul geográfico tem mais semelhança com os países desenvolvidos que são maioria no hemisfério norte). Neste caso a coisa piora bastante, pois ficamos somente com a África do Sul como companheira de desenvolvimento.
Sendo a áfrica do Sul, ainda um país em reconstrução após décadas de apartaid e que convive com graves diferenças raciais e sociais. Então não é lá grande coisa participar do Projeto Genoma Humano, ainda mais porque por aqui a igreja católica tem conseguido bloquear diversos avanços na área. Ou seja, é um dado interessante, mas ainda é muito pouco para o potencial que temos.
“3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária”.
Nesta hora pensei que a autora que se diz holandesa fosse na verdade carioca, mas vejo que esse fato é um dos que mais procedem. Por incrível que pareça, o carioca é o mais solidário entre os citadinos que vivem em metrópoles, mas isso se dilui quando o Rio de Janeiro é comparado com outros municípios com menos de quinhentos mil habitantes.
“4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo”.
Já comentei sobre estes dados eleitorais, e reafirmo, os nossos políticos fraudam até votação eletrônica. Realmente os Estados Unidos conseguem piorar ainda mais o que já é complicado. Suas eleições parecem uma mistura de drama com comédia, só perde pras nossas no quesito ação, pois lá não tem quase o voto no cacete, muito comum por aqui.
“5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina”.
Nossa! Isso é realmente algo muito motivador, se somos 40% dos internautas na América Latina devemos ser uns 0,5% no mercado mundial? Por que o grosso dos acessos à internet é repartido entre: Europa Ocidental (zona do euro), América do Norte e Ásia (principalmente o Japão). Lembre-se que os países mais fortes da América Latina (ou latrina) são: México (que se diz América do Norte, por causa do NAFTA), Argentina, Venezuela (do Chaves) e Brasil. Então, não fique todo se achando por conta dessa informação.
“6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma”.
Outra informação da qual não devemos nos orgulhar, apesar de gerarem empregos diretos e indiretos, nenhuma das montadoras de veículos pertencem ao povo brasileiro, o que significa que em tempos de crises haverá debandada dos investimentos ou fechamento das fábricas, ou no menor dos prejuízos demissões em massa. Os países vizinhos aos quais se refere a autora são os mesmos da citação acima, o que não nos orgulha muito sermos melhores do que eles, porque na maioria são países muito pobres ou até miseráveis.
“7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando”.
Se as escolas daqui fossem iguais às da Holanda esses números seriam algo impressionantes e conotariam uma excelência. Porém, nossas escolas são sucatas e nossos professores são mal formados e ganham salários miseráveis, beirando quase ao atestado de pobreza. Deve-se ressaltar que a maioria das crianças que vão para a escola no Brasil é para encher a barriga, porque em casa a maioria não tem o que comer. Esses dados me lembram a estimativa recente que fiz da quantidade de pessoas locais que (do bairro de Padre Miguel) pararam para comemorar o feriado da Consciência Negra, a adesão da população miguelense era de aproximadamente 95%, mas todos estavam no fundo interessados na feijoada do Zumbi, sendo que a maioria nem sequer sabia de que feriado se tratava.
“8 e 9. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas”.
Ora, também somos campeões em reclamação no PROCON, devido ao péssimo serviço prestado e nesse caso aqui o ditado que vale para gente é o oposto do que vale para os hispânicos que dizem “menos és más!”, o nosso seria mais é menos, pois temos muitas empresas de telefonia celular e modelos de telefones quase de ponta (o I-Phone ainda é utopia por aqui) e isso não necessariamente significou um serviço no mínimo aceitável. No que tange aos serviços de telefonia fixa, aqui o que temos é piada de mau gosto, ainda é cobrada assinatura, coisa extinta em quase todos os países, principalmente nos de Primeiro Mundo, onde serviço de telefonia, luz, água e esgoto, são considerados serviços essenciais.
“10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina”.
Outra vez o engana trouxa, comparar o Brasil aos cambetas México (escabelo dos Estados Unidos) e Argentina (vocês lembram que o país praticamente faliu e deu cano no FMI?) é brincadeira de criança. Quero saber à quantas andam nestes quesitos os países em desenvolvimento como a Coréia do Sul, China, Índia, Rússia, etc. Quando estivermos melhor que estes eu ficarei satisfeito, pois não será mais do que nossa obrigação ultrapassá-los.
“11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos”.
De fato temos uma indústria de aviação moderníssima e competitiva (quem não se lembra do embate com a canadense Bombardier, que quase nos bombardeou de raiva de perder o mercado), porém esses jatos e helicópteros servem às populações que são sempre as privilegiadas no Brasil, não é por acaso que detém 80% da renda nacional e são a minoria da população. Mais uma vez, não fique feliz com esses dados.
No próximo post comentaremos com bastante humor as explanações ufanistas da escritora holandesa, nos conclamando ao patriotismo infundado.
Continuando a análise do texto vamos aos dados do Instituto Antropos Consulting, citado pela autora do artigo. Lembrando sempre que com quase toda a certeza essa autora é holandesa de araque e não da Holanda e nem do Iraque (sem trocadilho).
Do mesmo modo como os portugueses fizeram com Tiradentes, vamos por partes, pedaço por pedaço.
“1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial”.
Ela é uma das poucas que crêem nesse tipo de informação. Recentemente a revista Superinteressante mostrou números que mostram o avanço da AIDS por aqui, principalmente entre os jovens até 20 anos (pelo destemor característico dessa idade) e os idosos (devido ao avanço nos remédios para disfunção erétil do tipo Viagra, levitra e cialis). Na verdade um dos países que estão despontando no combate às doenças relacionadas ao sexo é justamente a Holanda, lá as prostitutas ficam expostas em vitrines numa rua específica para a prostituição, porém, elas não aceitam de maneira alguma relações sexuais com exposição ao risco. Além disso, o serviço médico por lá é invejável, sendo que o aspecto principal da saúde pública é baseado na informação e na prevenção.
“2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma”.
Ora, há duas formas de perceber a informação acima. A primeira é no caso dela se referir ao hemisfério sul geográfico. Aí além do Brasil temos África do Sul, Austrália e Nova Zelândia como países de economia bastante diversificada, industrialização de ponta e investimentos sociais notáveis.
Porém se ela se refere ao hemisfério sul geopolítico, exclui-se da equação os dois últimos países (Austrália e Nova Zelândia, porque apesar de se encontrarem no hemisfério sul geográfico tem mais semelhança com os países desenvolvidos que são maioria no hemisfério norte). Neste caso a coisa piora bastante, pois ficamos somente com a África do Sul como companheira de desenvolvimento.
Sendo a áfrica do Sul, ainda um país em reconstrução após décadas de apartaid e que convive com graves diferenças raciais e sociais. Então não é lá grande coisa participar do Projeto Genoma Humano, ainda mais porque por aqui a igreja católica tem conseguido bloquear diversos avanços na área. Ou seja, é um dado interessante, mas ainda é muito pouco para o potencial que temos.
“3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária”.
Nesta hora pensei que a autora que se diz holandesa fosse na verdade carioca, mas vejo que esse fato é um dos que mais procedem. Por incrível que pareça, o carioca é o mais solidário entre os citadinos que vivem em metrópoles, mas isso se dilui quando o Rio de Janeiro é comparado com outros municípios com menos de quinhentos mil habitantes.
“4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo”.
Já comentei sobre estes dados eleitorais, e reafirmo, os nossos políticos fraudam até votação eletrônica. Realmente os Estados Unidos conseguem piorar ainda mais o que já é complicado. Suas eleições parecem uma mistura de drama com comédia, só perde pras nossas no quesito ação, pois lá não tem quase o voto no cacete, muito comum por aqui.
“5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina”.
Nossa! Isso é realmente algo muito motivador, se somos 40% dos internautas na América Latina devemos ser uns 0,5% no mercado mundial? Por que o grosso dos acessos à internet é repartido entre: Europa Ocidental (zona do euro), América do Norte e Ásia (principalmente o Japão). Lembre-se que os países mais fortes da América Latina (ou latrina) são: México (que se diz América do Norte, por causa do NAFTA), Argentina, Venezuela (do Chaves) e Brasil. Então, não fique todo se achando por conta dessa informação.
“6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma”.
Outra informação da qual não devemos nos orgulhar, apesar de gerarem empregos diretos e indiretos, nenhuma das montadoras de veículos pertencem ao povo brasileiro, o que significa que em tempos de crises haverá debandada dos investimentos ou fechamento das fábricas, ou no menor dos prejuízos demissões em massa. Os países vizinhos aos quais se refere a autora são os mesmos da citação acima, o que não nos orgulha muito sermos melhores do que eles, porque na maioria são países muito pobres ou até miseráveis.
“7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando”.
Se as escolas daqui fossem iguais às da Holanda esses números seriam algo impressionantes e conotariam uma excelência. Porém, nossas escolas são sucatas e nossos professores são mal formados e ganham salários miseráveis, beirando quase ao atestado de pobreza. Deve-se ressaltar que a maioria das crianças que vão para a escola no Brasil é para encher a barriga, porque em casa a maioria não tem o que comer. Esses dados me lembram a estimativa recente que fiz da quantidade de pessoas locais que (do bairro de Padre Miguel) pararam para comemorar o feriado da Consciência Negra, a adesão da população miguelense era de aproximadamente 95%, mas todos estavam no fundo interessados na feijoada do Zumbi, sendo que a maioria nem sequer sabia de que feriado se tratava.
“8 e 9. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas”.
Ora, também somos campeões em reclamação no PROCON, devido ao péssimo serviço prestado e nesse caso aqui o ditado que vale para gente é o oposto do que vale para os hispânicos que dizem “menos és más!”, o nosso seria mais é menos, pois temos muitas empresas de telefonia celular e modelos de telefones quase de ponta (o I-Phone ainda é utopia por aqui) e isso não necessariamente significou um serviço no mínimo aceitável. No que tange aos serviços de telefonia fixa, aqui o que temos é piada de mau gosto, ainda é cobrada assinatura, coisa extinta em quase todos os países, principalmente nos de Primeiro Mundo, onde serviço de telefonia, luz, água e esgoto, são considerados serviços essenciais.
“10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina”.
Outra vez o engana trouxa, comparar o Brasil aos cambetas México (escabelo dos Estados Unidos) e Argentina (vocês lembram que o país praticamente faliu e deu cano no FMI?) é brincadeira de criança. Quero saber à quantas andam nestes quesitos os países em desenvolvimento como a Coréia do Sul, China, Índia, Rússia, etc. Quando estivermos melhor que estes eu ficarei satisfeito, pois não será mais do que nossa obrigação ultrapassá-los.
“11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos”.
De fato temos uma indústria de aviação moderníssima e competitiva (quem não se lembra do embate com a canadense Bombardier, que quase nos bombardeou de raiva de perder o mercado), porém esses jatos e helicópteros servem às populações que são sempre as privilegiadas no Brasil, não é por acaso que detém 80% da renda nacional e são a minoria da população. Mais uma vez, não fique feliz com esses dados.
No próximo post comentaremos com bastante humor as explanações ufanistas da escritora holandesa, nos conclamando ao patriotismo infundado.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
O UFANISMO BRASILEIRO: A RESPOSTA
RESPONDENDO AO UFANISMO DE UM BRASILEIRO QUE SE PASSOU POR HOLANDÊS E QUE ESCREVEU TANTA BOBAGEM!
Façamos como o Jack (não o Bauer do seriado 24hs da FOX-TV e sim o estripador da sombria e insalubre Londres pré-industrial) e vamos analisar o texto do post anterior por partes.
Primeiro de tudo é fácil notar que não foi nenhuma holandesa que escreveu o texto, devido ao estilo textual que parece o estilo usado por paulistas e baianos (não conto como descubro isso, de jeito nenhum, mas paulistas e baianos têm umas quimeras e ufanismos fáceis de identificar em seus textos), além do mais, o povo holandês está se lixando para o Brasil, e quando os europeus, americanos e asiáticos se lembram da gente é só pelo turismo (principalmente o sexual) e pela abundancia das drogas que podem experimentar de maneira ilícita, uma vez que em alguns países algumas são legais e amplamente consumidas em coffes e pubs.
PERCEPÇÃO ACERTADA DO BRASILEIRO
“Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos”.
O brasileiro não acha que o mundo todo presta, achamos que os países que promovem o wellfare state (estado de bem-estar social) prestam. Porque simplesmente devolvem ao cidadão em forma de bons serviços o que é pago com caríssimos impostos, que beiram aos 40%, 50% do PIB per capta. Também não somos tão alienados assim, ao ponto de não diferenciar o que temos de positivo, e valorizar, e o que temos de negativo, e criticar.
Porém, devemos agir sempre sem o ufanismo exagerado, típico do povo norte-americano, pois sabemos das mazelas que assolam o nosso país, também reconhecemos que entre todos os países, o nosso é o que tem o maior potencial para crescimento em todos os setores, desde o econômico até o político-social.
“Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado”.
Ora, essa é uma afirmação ridícula, não se deve avaliar o serviço telefônico de um país pela quantidade de operadoras e sim pela qualidade de seu serviço prestado, veja o nosso exemplo aqui no Rio de Janeiro, temos uma super-telefônica a Oi-Telemar que monopoliza o serviço e é uma porcaria, campeã de reclamação no Procon; e a tímida Embratel, recém inserida e que ainda é uma incógnita. Além disso, temos várias companhias na área das telefonias móveis (celulares) que são, deveras, pilantras ao extremo, cobram preços abusivos e prestam serviço de quinta categoria. Sem falar nos serviços de internet banda larga (larga e lenta), que chegam a ser acintosos.
Na Holanda da escritora fictícia, pode até haver somente uma operadora de telefonia fixa (que eu saiba existem: Dutchtone, Hoofddirectie Telecommunicatie em Post, Enertel, KPN Qwest, Libertel, OPTA: Onafhankelijke Post em Telecomm, Autoriteit Unisource, VECAI, etc.), mas o serviço lá é extremamente eficiente, sem falar que banda larga lá é de verdade e a velocidade é a real e não ‘nominal’ como por aqui. Além disso, o serviço de VOIP (voz por Internet Protocol), serviço telefônico pelo computador funciona bem (a escritora deve ser do século XIX, por isso não conhece esse serviço). E a telefonia celular é algo assustador para o nosso padrão tupiniquim.
Em relação ao sistema eleitoral, lá demora para contar os votos, mas depois o resultado é confiável e não tem voto do cabresto, como é comum por aqui, onde conseguem a proeza de fraudar eleições eletrônicas e ainda se troca voto por um prato de comida. Eu sinceramente prefiro a tartaruga eleitoral holandesa a nossa lebre corrupta e malandra brasileira. E se ela tiver muito incomodada com a Amsterdã eu proponha uma troca, eu vou para lá e ela vem morar aqui no Rio de Janeiro que ela gosta tanto.
“Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne”.
Essa deve ser pra rir! Em lugar nenhum que conheço, a não ser no mundo árabe e muçulmano, se come ou se serve com as mãos. Caso aconteça isso com alguém nesses lugares, basta não aceitar o prato e mandar trocar ou então ir à outro estabelecimento. Pelo que saiba, o Mac Donald’s tem até embalagem própria para seus produtos e isso é regra nos países desenvolvidos e não exceção.
“Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta”.
De fato isso procede. Realmente ocorre, mas o jornal é limpo, e não é feito de papel reciclado e ainda por cima jamais foi usado em ‘banheiros’. Isso é uma jogada de marketing do lugar. Para dar um charme, coisa de britânico... da mesma forma que os pubs de lá não tem muita ventilação para ficar cheirando a fumaça de cigarros e mistura de bebidas alcoólicas. Vai entender. Além do mais isso é cultural e vai haver sempre costumes que causam estranheza para quem não é do local.
“Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador”.
Sinceramente, nesta hora quase me convenci de que era um estrangeiro escrevendo. Só quem não vive aqui diria algo tão idiota. Se você pedir mesa de não-fumante em qualquer lugar longe da Zona Sul e da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro (acho que isso vale para outros estados também), o garçom também rirá de você (salvo poucas exceções). Além do mais as pessoas na periferia das cidades fumam pela rua e jogam a fumaça na cara de quem não fuma (e você terá sorte se não for outro tipo de fumo). Aqui nós temos as leis, só que ninguém cumpre.
“Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de \’Como conquistar o Cliente\’”.
Aqui os garçons são simpáticos porque são interesseiros, além do mais na Europa não existe a cobrança de dez por cento da gorjeta na comanda do consumo para o garçom que no fundo o patrão embolsa e o garçom tem que bajular a todos para conseguir uns trocadinhos de gorjeta. Isso não é jogada de marketing e sim sobrevivência porque o salário de garçom é baixo, o que não acontece na França.
“Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos”.
Realmente sabemos. Pergunte aos bolivianos, paraguaios, uruguaios, colombianos, etc. (argentinos não, porque eles merecem) o que eles acham do grande irmão que o Brasil é e eles dirão o que é ser grande potência. A desigualdade de forças é relativa: para nós Estados Unidos e Europa são os perpetradores, porém nós somos para os anõezinhos que acabei de falar.
“Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa”.
A língua dos dois países é praticamente igual no que se refere à escrita com poucas diferenças que não afetam o entendimento de textos, mas na fala há idiossincrasias e peculiaridades que podem causar constrangimentos a quem for desavisado, pois podem ser cometidas diversas gafes. E se o caso for de dominação pela língua, a reforma ortográfica que foi feita recentemente foi bancada pelo Brasil a contragosto dos lusitanos. Acho que isso demonstra uma inversão nos valores geopolíticos e mostra o Brasil mais poderoso do que Portugal, que convenhamos é um pobretão na zona do Euro.
“Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc…. Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais”.
Neste ponto eu concordo em número, gênero e grau com a ‘escritora holandesa’. O Brasil, economicamente, é vitima dos próprios brasileiros, pois aqui temos condições de fazer melhor e mais barato, mas optamos por fazer pior e sempre mais caro, ainda por cima quando fazemos mal temos que refazer o que dobra os custos. Porém, as coisas estão mudando, com a lei de responsabilidade fiscal, os lugares mais visíveis do país já punem os maus gestores do dinheiro público. Falta arrumar mecanismos para ferir os gestores do mundo empresarial privado, principalmente os bancos.
Quanto às crenças e religiões, não vejo essa perseguição toda que falam por aí. Há uma profusão incrível de igrejas e templos dos mais variados tipos espalhados pelo território e a polícia e a justiça têm dado respostas satisfatórias quanto aos abusos de umas contra as outras.
Quanto ao patriotismo, acho que aqui não temos razão para andar enrolado em bandeiras e muito menos para estufar o peito e por a mão no coração quando tocar o hino nacional. Em primeiro lugar porque isso não demonstra patriotismo, e sim alguém querendo aparecer e posar de Policarpo Quaresma. Em segundo, porque para amar algo ou alguém de verdade temos que ter uma contrapartida. E em terceiro, porque o país não quer e nem precisa de patriotas, nem de ufanistas e muito menos de chauvinistas, precisamos de gente que queira trabalhar e se qualificar, pois os Estados Unidos cresceu, cresce e sempre crescerá baseado no esforço de quem não é natural de lá e nem por isso houve uma implosão social, política e econômica por lá.
Muito bem, já comentamos os principais pontos do artigo da ‘escritora holandesa’ sobre o Brasil e a conclusão a que chegamos é que ela deve se referir às zonas costeiras do Sul e do Sudeste e alguns baluartes do capital no Nordeste brasileiro quando teceu seus comentários e ignorou por completo a nossa periferia, que uma vez mais é relegada à invisibilidade absoluta, tanto aqui como lá fora.
Na próxima oportunidade analisaremos os dados do Instituto Antropos Consulting, citado pela autora do artigo em questão.
Façamos como o Jack (não o Bauer do seriado 24hs da FOX-TV e sim o estripador da sombria e insalubre Londres pré-industrial) e vamos analisar o texto do post anterior por partes.
Primeiro de tudo é fácil notar que não foi nenhuma holandesa que escreveu o texto, devido ao estilo textual que parece o estilo usado por paulistas e baianos (não conto como descubro isso, de jeito nenhum, mas paulistas e baianos têm umas quimeras e ufanismos fáceis de identificar em seus textos), além do mais, o povo holandês está se lixando para o Brasil, e quando os europeus, americanos e asiáticos se lembram da gente é só pelo turismo (principalmente o sexual) e pela abundancia das drogas que podem experimentar de maneira ilícita, uma vez que em alguns países algumas são legais e amplamente consumidas em coffes e pubs.
PERCEPÇÃO ACERTADA DO BRASILEIRO
“Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos”.
O brasileiro não acha que o mundo todo presta, achamos que os países que promovem o wellfare state (estado de bem-estar social) prestam. Porque simplesmente devolvem ao cidadão em forma de bons serviços o que é pago com caríssimos impostos, que beiram aos 40%, 50% do PIB per capta. Também não somos tão alienados assim, ao ponto de não diferenciar o que temos de positivo, e valorizar, e o que temos de negativo, e criticar.
Porém, devemos agir sempre sem o ufanismo exagerado, típico do povo norte-americano, pois sabemos das mazelas que assolam o nosso país, também reconhecemos que entre todos os países, o nosso é o que tem o maior potencial para crescimento em todos os setores, desde o econômico até o político-social.
“Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado”.
Ora, essa é uma afirmação ridícula, não se deve avaliar o serviço telefônico de um país pela quantidade de operadoras e sim pela qualidade de seu serviço prestado, veja o nosso exemplo aqui no Rio de Janeiro, temos uma super-telefônica a Oi-Telemar que monopoliza o serviço e é uma porcaria, campeã de reclamação no Procon; e a tímida Embratel, recém inserida e que ainda é uma incógnita. Além disso, temos várias companhias na área das telefonias móveis (celulares) que são, deveras, pilantras ao extremo, cobram preços abusivos e prestam serviço de quinta categoria. Sem falar nos serviços de internet banda larga (larga e lenta), que chegam a ser acintosos.
Na Holanda da escritora fictícia, pode até haver somente uma operadora de telefonia fixa (que eu saiba existem: Dutchtone, Hoofddirectie Telecommunicatie em Post, Enertel, KPN Qwest, Libertel, OPTA: Onafhankelijke Post em Telecomm, Autoriteit Unisource, VECAI, etc.), mas o serviço lá é extremamente eficiente, sem falar que banda larga lá é de verdade e a velocidade é a real e não ‘nominal’ como por aqui. Além disso, o serviço de VOIP (voz por Internet Protocol), serviço telefônico pelo computador funciona bem (a escritora deve ser do século XIX, por isso não conhece esse serviço). E a telefonia celular é algo assustador para o nosso padrão tupiniquim.
Em relação ao sistema eleitoral, lá demora para contar os votos, mas depois o resultado é confiável e não tem voto do cabresto, como é comum por aqui, onde conseguem a proeza de fraudar eleições eletrônicas e ainda se troca voto por um prato de comida. Eu sinceramente prefiro a tartaruga eleitoral holandesa a nossa lebre corrupta e malandra brasileira. E se ela tiver muito incomodada com a Amsterdã eu proponha uma troca, eu vou para lá e ela vem morar aqui no Rio de Janeiro que ela gosta tanto.
“Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne”.
Essa deve ser pra rir! Em lugar nenhum que conheço, a não ser no mundo árabe e muçulmano, se come ou se serve com as mãos. Caso aconteça isso com alguém nesses lugares, basta não aceitar o prato e mandar trocar ou então ir à outro estabelecimento. Pelo que saiba, o Mac Donald’s tem até embalagem própria para seus produtos e isso é regra nos países desenvolvidos e não exceção.
“Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta”.
De fato isso procede. Realmente ocorre, mas o jornal é limpo, e não é feito de papel reciclado e ainda por cima jamais foi usado em ‘banheiros’. Isso é uma jogada de marketing do lugar. Para dar um charme, coisa de britânico... da mesma forma que os pubs de lá não tem muita ventilação para ficar cheirando a fumaça de cigarros e mistura de bebidas alcoólicas. Vai entender. Além do mais isso é cultural e vai haver sempre costumes que causam estranheza para quem não é do local.
“Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador”.
Sinceramente, nesta hora quase me convenci de que era um estrangeiro escrevendo. Só quem não vive aqui diria algo tão idiota. Se você pedir mesa de não-fumante em qualquer lugar longe da Zona Sul e da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro (acho que isso vale para outros estados também), o garçom também rirá de você (salvo poucas exceções). Além do mais as pessoas na periferia das cidades fumam pela rua e jogam a fumaça na cara de quem não fuma (e você terá sorte se não for outro tipo de fumo). Aqui nós temos as leis, só que ninguém cumpre.
“Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de \’Como conquistar o Cliente\’”.
Aqui os garçons são simpáticos porque são interesseiros, além do mais na Europa não existe a cobrança de dez por cento da gorjeta na comanda do consumo para o garçom que no fundo o patrão embolsa e o garçom tem que bajular a todos para conseguir uns trocadinhos de gorjeta. Isso não é jogada de marketing e sim sobrevivência porque o salário de garçom é baixo, o que não acontece na França.
“Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos”.
Realmente sabemos. Pergunte aos bolivianos, paraguaios, uruguaios, colombianos, etc. (argentinos não, porque eles merecem) o que eles acham do grande irmão que o Brasil é e eles dirão o que é ser grande potência. A desigualdade de forças é relativa: para nós Estados Unidos e Europa são os perpetradores, porém nós somos para os anõezinhos que acabei de falar.
“Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa”.
A língua dos dois países é praticamente igual no que se refere à escrita com poucas diferenças que não afetam o entendimento de textos, mas na fala há idiossincrasias e peculiaridades que podem causar constrangimentos a quem for desavisado, pois podem ser cometidas diversas gafes. E se o caso for de dominação pela língua, a reforma ortográfica que foi feita recentemente foi bancada pelo Brasil a contragosto dos lusitanos. Acho que isso demonstra uma inversão nos valores geopolíticos e mostra o Brasil mais poderoso do que Portugal, que convenhamos é um pobretão na zona do Euro.
“Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc…. Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais”.
Neste ponto eu concordo em número, gênero e grau com a ‘escritora holandesa’. O Brasil, economicamente, é vitima dos próprios brasileiros, pois aqui temos condições de fazer melhor e mais barato, mas optamos por fazer pior e sempre mais caro, ainda por cima quando fazemos mal temos que refazer o que dobra os custos. Porém, as coisas estão mudando, com a lei de responsabilidade fiscal, os lugares mais visíveis do país já punem os maus gestores do dinheiro público. Falta arrumar mecanismos para ferir os gestores do mundo empresarial privado, principalmente os bancos.
Quanto às crenças e religiões, não vejo essa perseguição toda que falam por aí. Há uma profusão incrível de igrejas e templos dos mais variados tipos espalhados pelo território e a polícia e a justiça têm dado respostas satisfatórias quanto aos abusos de umas contra as outras.
Quanto ao patriotismo, acho que aqui não temos razão para andar enrolado em bandeiras e muito menos para estufar o peito e por a mão no coração quando tocar o hino nacional. Em primeiro lugar porque isso não demonstra patriotismo, e sim alguém querendo aparecer e posar de Policarpo Quaresma. Em segundo, porque para amar algo ou alguém de verdade temos que ter uma contrapartida. E em terceiro, porque o país não quer e nem precisa de patriotas, nem de ufanistas e muito menos de chauvinistas, precisamos de gente que queira trabalhar e se qualificar, pois os Estados Unidos cresceu, cresce e sempre crescerá baseado no esforço de quem não é natural de lá e nem por isso houve uma implosão social, política e econômica por lá.
Muito bem, já comentamos os principais pontos do artigo da ‘escritora holandesa’ sobre o Brasil e a conclusão a que chegamos é que ela deve se referir às zonas costeiras do Sul e do Sudeste e alguns baluartes do capital no Nordeste brasileiro quando teceu seus comentários e ignorou por completo a nossa periferia, que uma vez mais é relegada à invisibilidade absoluta, tanto aqui como lá fora.
Na próxima oportunidade analisaremos os dados do Instituto Antropos Consulting, citado pela autora do artigo em questão.
O UFANISMO BRASILEIRO
RESPONDENDO AO UFANISMO DE UM BRASILEIRO QUE SE PASSOU POR HOLANDÊS E QUE ESCREVEU TANTA BOBAGEM!
Uma amiga professora de Geografia da Rede Privada aqui do Rio de Janeiro (além de ser uma pupila, pois eu a influenciei a fazer a licenciatura em geografia) me enviou um arquivo interessante e me pediu para analisá-lo, pois ela pretendia trabalhar os dados desse arquivo com os seus aluninhos da sexta série. Abaixo o teor do arquivo que ela me enviou.
Enviado em Idéias por Jeff no.
Segunda feira17 Novembro de 2008
AO CONTRÁRIO QUE UM BRASILEIRO, QUE TRABALHA NA SWAT FALOU DO BRASIL, OLHA O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO NOSSO PAÍS.
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer.. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de \’Como conquistar o Cliente\’..
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc…. Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!
Uma amiga professora de Geografia da Rede Privada aqui do Rio de Janeiro (além de ser uma pupila, pois eu a influenciei a fazer a licenciatura em geografia) me enviou um arquivo interessante e me pediu para analisá-lo, pois ela pretendia trabalhar os dados desse arquivo com os seus aluninhos da sexta série. Abaixo o teor do arquivo que ela me enviou.
Enviado em Idéias por Jeff no.
Segunda feira17 Novembro de 2008
AO CONTRÁRIO QUE UM BRASILEIRO, QUE TRABALHA NA SWAT FALOU DO BRASIL, OLHA O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO NOSSO PAÍS.
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer.. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de \’Como conquistar o Cliente\’..
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc…. Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
AS INCONGRUÊNCIAS DO CAPITALISMO
A CONTRA-PRODUTIVIDADE LUCRATIVA E AS DESCULPAS ESFARRAPADAS PARA SE DEMITIR EM ÉPOCAS DE CRISE ECONÔMICA
O capitalismo é cheio de dualidades e contradições. Quando me debruço para analisá-lo fico perplexo com algumas de suas práticas mais comuns. Existem coisas no capitalismo que são, realmente, muito difíceis de entender. Uma delas é a contra-produtividade lucrativa que ocorre no meio industrial, no comércio e nos serviços em geral nos ambientes rurais e urbanos.
Explico: há vários exemplos dessa prática nos setores da economia, e por incrível que pareça, ela tem uma lógica própria e nefasta. Com a crise econômica mundial espera-se que aumentem os casos de contra-produtividade lucrativa em atividades diversas da economia.
Quando tomamos um exemplo prático, passamos a ter uma noção melhor. Vejamos por exemplo o caso da agricultura e a comercialização de seus insumos. Os produtos químicos como os agrotóxicos são feitos para que não debelem somente as pragas, o ph do solo também passa a ser afetado. Aí, a mesma empresa que produz os agrotóxicos, fornece outro insumo, o fertilizante para repor principalmente o nitrogênio perdido no processo anterior, uma vez que as bactérias que o transformavam morrem com a aplicação do pesticida. Outro caso peculiar é o produto modificado geneticamente, os transgênicos, as empresas Monsanto e Novartis os produzem, mas para usá-los é preciso levar um combo de outros insumos para forçar a adaptação e o crescimento da planta, o que parece ser contra-produtivo (e é), além de ser uma venda casada, porém se torna muito lucrativo.
Para finalizar os exemplos analisemos um caso no meio urbano, veja o que acontece relação entre alguns lojistas e camelôs (ambos são produtos do capitalismo), na época de fim de ano é comum os camelôs montarem barracas na frente de lojas (o que parece ser contra-produtivo para o empresário), mas na maioria das vezes o que eles vendem são os produtos da mesma loja pertencente ao mesmo empresário (o mesmo dono da loja), mais barato do que na loja (mas nem tanto, devido à falta de garantias do produto), sem pagar impostos e geralmente são aqueles produtos com falhas quase imperceptíveis que não poderiam ser vendidos na sua loja, um caso exemplar de contra-produtividade lucrativa urbana, não acha?
Considero uma tremenda contra-produtividade lucrativa o que vem acontecendo agora com a questão do desemprego causado pela crise econômica mundial. Ora, as empresas não estão tendo prejuízos na sua esmagadora maioria, e sim redução nos seus lucros, que eram exorbitantes. Sendo assim, demitir devido a expectativa de perda de lucros passa a ser caso de policia e não de economia.
Sabemos que o capitalista gostaria de viver em um mundo perfeito para eles, que voltasse a escravidão para os operários e que houvesse um crescimento da classe média improdutiva, assim eles teriam como produzir sem custos e faturariam sem perdas. Só que esse mundinho de faz de conta dos sonhos do capitalista não existe, e não existirá nunca. Mesmo na época da escravidão havia algum respeito pelo trabalhador, que está se extinguindo hoje em dia.
Explico (de novo): quando um escravo bom de serviço ficava doente o senhor do engenho o tratava imediatamente para não perder aquela fonte de renda. Quando aconteciam entressafras, o que se assemelha a redução de lucros de hoje, porém muito mais grave, os senhores não demitiam seus escravos, o máximo que faziam era dar menos comida. Hoje, só porque estão ganhando menos as empresas estão querendo reduzir salários e, pior ainda, demitindo a três por quatro. Sem falar que com o que estão pagando, se comparar com a casa, comida e tratamento de saúde que os escravos tinham antes da Lei Áurea. Se os empresários continuarem a reduzir os salários ou demitirem mais trabalhadores, será mais vantajoso voltar um século e meio ou até dois séculos atrás e ser escravo de um dos senhorzinhos de engenho bom de onda daquela época.
Lógico que estou exagerando na comparação, a escravidão era torpe e vil. Porém, se não abrirmos os olhos ela voltará como uma nova roupagem, repaginada e adaptada para os novos tempos, se aproveitando de uma boa e velha desculpa: estamos em crise... e vale qualquer coisa para tirar o pé da lama.
O capitalismo é cheio de dualidades e contradições. Quando me debruço para analisá-lo fico perplexo com algumas de suas práticas mais comuns. Existem coisas no capitalismo que são, realmente, muito difíceis de entender. Uma delas é a contra-produtividade lucrativa que ocorre no meio industrial, no comércio e nos serviços em geral nos ambientes rurais e urbanos.
Explico: há vários exemplos dessa prática nos setores da economia, e por incrível que pareça, ela tem uma lógica própria e nefasta. Com a crise econômica mundial espera-se que aumentem os casos de contra-produtividade lucrativa em atividades diversas da economia.
Quando tomamos um exemplo prático, passamos a ter uma noção melhor. Vejamos por exemplo o caso da agricultura e a comercialização de seus insumos. Os produtos químicos como os agrotóxicos são feitos para que não debelem somente as pragas, o ph do solo também passa a ser afetado. Aí, a mesma empresa que produz os agrotóxicos, fornece outro insumo, o fertilizante para repor principalmente o nitrogênio perdido no processo anterior, uma vez que as bactérias que o transformavam morrem com a aplicação do pesticida. Outro caso peculiar é o produto modificado geneticamente, os transgênicos, as empresas Monsanto e Novartis os produzem, mas para usá-los é preciso levar um combo de outros insumos para forçar a adaptação e o crescimento da planta, o que parece ser contra-produtivo (e é), além de ser uma venda casada, porém se torna muito lucrativo.
Para finalizar os exemplos analisemos um caso no meio urbano, veja o que acontece relação entre alguns lojistas e camelôs (ambos são produtos do capitalismo), na época de fim de ano é comum os camelôs montarem barracas na frente de lojas (o que parece ser contra-produtivo para o empresário), mas na maioria das vezes o que eles vendem são os produtos da mesma loja pertencente ao mesmo empresário (o mesmo dono da loja), mais barato do que na loja (mas nem tanto, devido à falta de garantias do produto), sem pagar impostos e geralmente são aqueles produtos com falhas quase imperceptíveis que não poderiam ser vendidos na sua loja, um caso exemplar de contra-produtividade lucrativa urbana, não acha?
Considero uma tremenda contra-produtividade lucrativa o que vem acontecendo agora com a questão do desemprego causado pela crise econômica mundial. Ora, as empresas não estão tendo prejuízos na sua esmagadora maioria, e sim redução nos seus lucros, que eram exorbitantes. Sendo assim, demitir devido a expectativa de perda de lucros passa a ser caso de policia e não de economia.
Sabemos que o capitalista gostaria de viver em um mundo perfeito para eles, que voltasse a escravidão para os operários e que houvesse um crescimento da classe média improdutiva, assim eles teriam como produzir sem custos e faturariam sem perdas. Só que esse mundinho de faz de conta dos sonhos do capitalista não existe, e não existirá nunca. Mesmo na época da escravidão havia algum respeito pelo trabalhador, que está se extinguindo hoje em dia.
Explico (de novo): quando um escravo bom de serviço ficava doente o senhor do engenho o tratava imediatamente para não perder aquela fonte de renda. Quando aconteciam entressafras, o que se assemelha a redução de lucros de hoje, porém muito mais grave, os senhores não demitiam seus escravos, o máximo que faziam era dar menos comida. Hoje, só porque estão ganhando menos as empresas estão querendo reduzir salários e, pior ainda, demitindo a três por quatro. Sem falar que com o que estão pagando, se comparar com a casa, comida e tratamento de saúde que os escravos tinham antes da Lei Áurea. Se os empresários continuarem a reduzir os salários ou demitirem mais trabalhadores, será mais vantajoso voltar um século e meio ou até dois séculos atrás e ser escravo de um dos senhorzinhos de engenho bom de onda daquela época.
Lógico que estou exagerando na comparação, a escravidão era torpe e vil. Porém, se não abrirmos os olhos ela voltará como uma nova roupagem, repaginada e adaptada para os novos tempos, se aproveitando de uma boa e velha desculpa: estamos em crise... e vale qualquer coisa para tirar o pé da lama.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
BARACK OBAMA É O ANTICRISTO OU SERÁ ANTICRISE? SERIA ELE UM NOVO ROOSEVELT?
ROOSEVELT UM ESPELHO PERFEITO PARA O PRESENTE
Imagine assumir o maior país (militar e economicamente) do mundo em meio a maior crise já vivida desde que se tornou a superpotência. Esse é o desafio que Obama tem pela frente. Situação incomparável até mesmo com aquela que Roosevelt encontrou ao assumir o governo americano na década de 1930.
Explico: nos idos anos trinta, os Estados Unidos ainda não eram a potencia que conhecemos hoje, onipresente e onipotente. Isso só ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, quando passou a ser o grande credor do mundo (na Primeira Guerra começava a alavancagem mundial dos ianques). Como grande vencedor da guerra, eles conseguiram chegar até a década de 1980 como o lado bom da bipolaridade, sendo o propagandista da ‘liberdade e da paz’.
Hoje, eles só vêem pelo retrovisor a China, que se aproxima rápido, porém atabalhoadamente. Pois é impossível competir em pé de igualdade com um país que além da força militar-econômica tem a seu favor a força da liberdade de expressão em todos os meios de comunicação, fato este que não ocorre com os amarelos.
A situação de Obama é delicada por tudo isso. Ele terá que garantir essa liberdade e o poder de compra do cidadão americano. Esses símbolos desta pátria são aparentemente indeléveis e imexíveis. Obama tem que ser perfeito, ser o anticrise e não o anticristo. Se conseguir trazer de volta o businnes boom será comparado à Roosevelt, porém se não for suficientemente competente (uma espécie Bush negro) entrará para a história religiosa daquele país como o anticristo que afundou ainda mais o país na crise (isso mesmo, ninguém lembrará que a crise não fora sua culpa).
Não conheço ninguém mais preparado para o desafio do que Obama, apostava antes dos movimentos pré-eleitorais na senadora Hilary Clinton como a presidente daquele país, depois de conhecer a história fantástica deste símbolo do que os americanos podem produzir de melhor me convenci de que Obama é o cara, é perfeito pra tirar os Estados Unidos e conseqüentemente o mundo do buraco.
Por todos os avanços que o marido da Hilary (Bill) havia conseguido em termos de conversações com o Oriente Médio (muito), América Latina (razoável) e África (pelo menos lembrou que existe), eu fico otimista quando vejo que Obama e Hilary brigavam de mentirinha na campanha e que agora estão de mãos e braços dados. O povo americano (as empresas principalmente) não é tão burro como pensamos, eles apostam sempre certo, segundo seus interesses.
Quando colocaram Bush lá, eles queriam petróleo para matar a sede, hoje sabem que não precisarão lutar por mais petróleo, pois os preços estão em descendente e a procura estável. Mas outro fantasma está assolando seu estilo de vida, e também o mundo (que precisa da manutenção desse estilo de vida americano). Quando o padrão de consumo americano cai, derruba a todos. Todos os países são vendedores de algo (desde commodities até cérebros) e tem relação passiva com os Estados Unidos, portanto se este cai leva todos esses consigo.
Só tenho uma ressalva a fazer em relação ao futuro governo Obama: será que ele terá coragem de acabar com o vergonhoso embargo econômico imposto à Cuba, o que espero dele no seu segundo mandato, após debelar a crise econômica e apaziguar os ânimos no Oriente Médio. Aí sim, retiraremos as barreiras que nos impedem de ver esse cidadão exemplar norte-americano sem a desconfiança de ser ele apenas mais um presidente que só olhou para o próprio umbigo.
Os Estados Unidos precisavam de alguém que em 1933 os retirasse da crise econômica e da comoção social, Roosevelt foi esse homem. Hoje é o mundo que tem as mesmas aflições, será Obama este homem?
Imagine assumir o maior país (militar e economicamente) do mundo em meio a maior crise já vivida desde que se tornou a superpotência. Esse é o desafio que Obama tem pela frente. Situação incomparável até mesmo com aquela que Roosevelt encontrou ao assumir o governo americano na década de 1930.
Explico: nos idos anos trinta, os Estados Unidos ainda não eram a potencia que conhecemos hoje, onipresente e onipotente. Isso só ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, quando passou a ser o grande credor do mundo (na Primeira Guerra começava a alavancagem mundial dos ianques). Como grande vencedor da guerra, eles conseguiram chegar até a década de 1980 como o lado bom da bipolaridade, sendo o propagandista da ‘liberdade e da paz’.
Hoje, eles só vêem pelo retrovisor a China, que se aproxima rápido, porém atabalhoadamente. Pois é impossível competir em pé de igualdade com um país que além da força militar-econômica tem a seu favor a força da liberdade de expressão em todos os meios de comunicação, fato este que não ocorre com os amarelos.
A situação de Obama é delicada por tudo isso. Ele terá que garantir essa liberdade e o poder de compra do cidadão americano. Esses símbolos desta pátria são aparentemente indeléveis e imexíveis. Obama tem que ser perfeito, ser o anticrise e não o anticristo. Se conseguir trazer de volta o businnes boom será comparado à Roosevelt, porém se não for suficientemente competente (uma espécie Bush negro) entrará para a história religiosa daquele país como o anticristo que afundou ainda mais o país na crise (isso mesmo, ninguém lembrará que a crise não fora sua culpa).
Não conheço ninguém mais preparado para o desafio do que Obama, apostava antes dos movimentos pré-eleitorais na senadora Hilary Clinton como a presidente daquele país, depois de conhecer a história fantástica deste símbolo do que os americanos podem produzir de melhor me convenci de que Obama é o cara, é perfeito pra tirar os Estados Unidos e conseqüentemente o mundo do buraco.
Por todos os avanços que o marido da Hilary (Bill) havia conseguido em termos de conversações com o Oriente Médio (muito), América Latina (razoável) e África (pelo menos lembrou que existe), eu fico otimista quando vejo que Obama e Hilary brigavam de mentirinha na campanha e que agora estão de mãos e braços dados. O povo americano (as empresas principalmente) não é tão burro como pensamos, eles apostam sempre certo, segundo seus interesses.
Quando colocaram Bush lá, eles queriam petróleo para matar a sede, hoje sabem que não precisarão lutar por mais petróleo, pois os preços estão em descendente e a procura estável. Mas outro fantasma está assolando seu estilo de vida, e também o mundo (que precisa da manutenção desse estilo de vida americano). Quando o padrão de consumo americano cai, derruba a todos. Todos os países são vendedores de algo (desde commodities até cérebros) e tem relação passiva com os Estados Unidos, portanto se este cai leva todos esses consigo.
Só tenho uma ressalva a fazer em relação ao futuro governo Obama: será que ele terá coragem de acabar com o vergonhoso embargo econômico imposto à Cuba, o que espero dele no seu segundo mandato, após debelar a crise econômica e apaziguar os ânimos no Oriente Médio. Aí sim, retiraremos as barreiras que nos impedem de ver esse cidadão exemplar norte-americano sem a desconfiança de ser ele apenas mais um presidente que só olhou para o próprio umbigo.
Os Estados Unidos precisavam de alguém que em 1933 os retirasse da crise econômica e da comoção social, Roosevelt foi esse homem. Hoje é o mundo que tem as mesmas aflições, será Obama este homem?
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