domingo, 3 de abril de 2011

O QUE INDICAM OS NÚMEROS DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO?



Estado do Rio de Janeiro, um dos mais dinâmicos economicamente do país e o principal quando se trata de cultura, porém na educação os números não são nada agradáveis. O principal problema é a política implantada desde o inicio do governo Cabral, isso ainda no seu primeiro mandato.



Quando a antiga secretária de educação foi empossada, a primeira coisa que ela afirmou é que iria implantar um sistema empresarial e técnico/tecnológico na gestão e na prática de sala de aula. Ora, em momento algum se falou em motivação dos profissionais da área de educação com coisas tais como um plano de cargos e salários decente e aumento imediato nos salários.



Muito pelo contrário, os salários continuam a minguar, pois a inflação vem correndo e comendo pelas beiradas os vencimentos da classe, e pasmem, há no Estado do Rio de Janeiro cargos que recebem um salário menor que o salário mínimo nacional, e na área de educação tem muito servente, merendeiras e agentes administrativos recebendo um pouco mais do que a metade de um salário mínimo.



Como é que pode um local onde o policial militar, que é o pior pago no país, recebe vencimentos muito maior do que o de um professor que tem a responsabilidade de dar o suporte necessário para a formação dos presentes e futuros cidadãos? Algo de errado não acham? No mínimo há uma inversão na lógica. Vivemos em um país onde se investe no combate das mazelas e não na prevenção, como acontece com os surtos de doenças corriqueiras. Aqui, deixamos a juventude sem educação para depois usar a força policial para prender e, em muitos casos, matar esse contingente de jovens sem oportunidades.



Não quero parecer mais um ‘defensor dos direitos humanos’, do tipo que se aproveita da tragédia para se promover. Mas o Estado deveria fazer um pouco mais de esforço em resgatar a cidadania desses jovens. Mas, em primeiro lugar, deveria resgatar a auto-estima de seus funcionários envolvidos diretamente no trato com esses jovens. Um professor com quase vinte anos de serviço prestado para o estado do Rio de Janeiro ganha menos de mil reais, isso é no mínimo humilhante.



Agora, com o novo secretário, está sendo implantado um modelo cino-nipônico de gestão na educação. A meu ver, estão querendo, na verdade, formar uma linha de montagem no estilo fordista. Eles querem um produto pronto no final linha, um aluno com intelecto nipônico em pleno país tropical. Se era pra copiar algo asiático, deveria imitar o toyotismo, com as adaptações pontuais para cada situação e autonomia dos gestores mediatos e imediatos.



Sei que é complicado melhorar a educação no Brasil e nos estados devido a grandeza do território a se avaliar, porém, isso começa invariavelmente com aumento salarial dos envolvidos.

Nenhum comentário:

MSN

Indicador de Status
Powered By Blogger

ESTATÍSTICA