quinta-feira, 21 de agosto de 2008

CIDADES NADA HABITÁVEIS 6

OUTRO GARGALO NO ORDENAMENTO URBANO: VONTADE POLÍTICA

Quando os governantes pensam em gastar não levam muito em consideração os custos. Mas quando é para investir em infra-estrutura ai começam as desculpas. Não querem gastar um centavo, alegando que essas obras saem muito caro.

O que sai caro é combater a poluição do ar e das águas dos rios, também é bastante custoso enfrentar os engarrafamentos que são gerados pelo falto de não termos um bom sistema de transporte coletivo.

Caso houvesse um prefeito ou governador que realmente enfrentasse o problema sem politicagem, secaria a fonte de factóides e os políticos ‘tradicionais’ estariam com os dias contados, como por exemplo, aqueles que prometeram uma linha de VLT para ligar a Barra da Tijuca à Zona Sul, e os diversos mergulhões que os ‘gênios’ do urbanismo inventam para solucionar os problemas do trânsito nas cidades, mas que até agora serviram para se mergulhar literalmente nos dias de chuva devido ao alagamento. Isso sem falar dos emissários submarinos, que tem servido mais para sujar do que limpar.

Na verdade, cada povo tem o governo que merece. Londres com a limpeza do rio Tamisa, enquanto São Paulo tem o Tietê esperando limpeza; Barcelona e a reforma urbana de verdade, enquanto o Rio de Janeiro convive com a desordem urbana; Detroit e a re-funcionalização do espaço urbano, enquanto no Rio de Janeiro a zona portuária espera a revitalização até hoje; Nova York e o programa tolerância zero (um pouco impraticável por aqui), e as cidades do Brasil tomadas pela violência; sem falar das bem sucedidas administrações de cidades canadenses e européias como Quebec, Toronto, Estocolmo, Lisboa, Oslo, Helsinque, etc. Mas, também temos bons exemplos por aqui, como Bogotá, que conseguiu reduzir os índices de criminalidade com projetos razoavelmente simples.

Todas essas cidades passaram por sérios problemas com a violência, a falta de moradia, a educação cidadã e a escolar, a saúde, etc. e souberam sair dessa situação com criatividade e vontade política, sendo essa segunda a principal responsável pelo sucesso de suas empreitadas. Mas mesmo aqui no Brasil temos algumas cidades médias e pequenas que se re-planejaram bem, e uma grande cidade (Curitiba) que soube se adaptar razoavelmente bem as exigências modernas, esses são exemplos a se seguir.

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